Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 10/05/2020

Em “13 Reason Why”, a atriz Katherine Langford interpreta Hannah Baker, uma moça de 17 anos que sofre bullying no colégio e, embora procure ajuda, decide se suicidar. Desse modo, fica evidente na série que o assunto ainda é pouco debatido entre a população, de maneira que quando um adolescente tem algum dos sintomas, não procura amparo e/ou acaba tomando uma atitude por impulso.

Em primeiro lugar, é válido lembrar que transtornos mentais, visto como uma das maiores causas para a taxa de suicídio, devem ser tratados como quaisquer outras doenças. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), 90% das pessoas que se suicidam apresentam algum desequilíbrio, como depressão, dependência de substâncias e esquizofrenia. Assim, a OMS defende que o desafio é

cuidar dessas patologias cerebrais como cuidamos das outras doenças, posto que cerca de 60% dos indivíduos que se suicidam nunca se consultaram com um psicólogo ou psiquiatra. Visto que muitas das vezes, que esses distúrbios são assuntos tratados com desdenha, como fala o vocalista da banda Nirvana, Kurt Cobain: “pensam que eu sou um chato, uma espécie de maluco esquizofrênico que quer se matar o tempo inteiro”, encontrado vítima de autocídio em 1994.

Contudo, com o objetivo de conscientizar sobre a prevenção do suicídio e dar visibilidade à causa. A história de Mike Emme, jovem estadunidense de 17 anos que cometeu suicídio e em seu funeral os amigos montaram uma cesta de cartões amarelos com a mensagem: “Se precisar, peça ajuda”, a OMS instituiu uma campanha utilizando a cor amarela como símbolo do programa que incentiva aqueles que têm pensamentos suicidas a buscar ajuda. A autoquíria representa 1,4% de todas as mortes no mundo, e, entre os jovens de 15 a 29 anos, é a segunda principal causa de morte (OMS, 2017). Sendo nesse caso, a condição de pessoas em situação peculiar de desenvolvimento exige ações que possam apoiá-los nesta fase e que contribuam para a prevenção da violência interpessoal e da violência autoprovocada.

Em suma, discutir o assunto e entender os fatores que levam a ele é primordial. Assim, a escola deve ser um espaço que desperte nos estudantes o desejo pela vida e o interesse pelo mundo externo. Além disso, deve estar pronta para acolher os jovens que estão no processo de construção de seu projeto de vida, se tornando um ambiente privilegiado para promoção da saúde mental e prevenção do suicídio. De modo, a inserir tais assuntos no projeto político-pedagógico da escola, ademais, crie espaços de diálogo seguros com os alunos e profissionais enfatizando a expressão dos sentimentos e a escuta compreensiva, com o slogan de “falar é importante”, para que assim possamos atenuar a taxa de suicídio entre jovens.