Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 24/04/2020

De acordo com a Constituição brasileira, o artigo 5º garante a proteção e o direito a vida a qualquer cidadão. No entanto, percebe-se que essa lei não é devidamente respeitada, visto que o Governo e a sociedade como um todo tratam o suicídio juvenil com negligência, fato que evidencia um enorme problema social que necessita de soluções rápidas.

Em primeiro lugar, é preciso compreender a influência nos suicídios dos fatores externos. De fato, a família dos jovens, muitas vezes, pressionam-os a passar em vestibulares ou a arrumar empregos, ações essas que aumentam a incidência de doenças psicológicas, como ansiedade e depressão, e, por conseguinte, agravam o risco de suicídio. Outro exemplo foi a “Baleia Azul”, um jogo virtual que foi responsável por várias mortes, pois estimulava vários desafios cruéis aos adolescentes, sendo o último deles tirar a própria vida. Esses fenômenos citados foram denominados, pelo sociólogo Émile Durkheim, como fatos sociais, em que uma de suas características é seu poder de coercitividade sobre os indivíduos.

Além disso, casos de bullying e invasão de privacidade acarretam em mais suicídios. Tomando como base a série “13 Reasons Why”, ela aborda essas duas questões, pois a protagonista, Hannah Baker, sai com um garoto da escola, ele tira fotos íntimas dela escondido e divulga para o restante dos alunos. Com isso, ela passa a ser vítima de vários ataques morais, fator que impulsiona seu suicídio. De modo geral, o seriado demonstra como esses atentados podem levar alguém a se matar.

Portanto, é evidente que prevenir autocídios é um direito que deve ser garantido, já que está, inclusive, na Constituição. Para isso,  é dever do Ministério da Educação, junto ao Ministério da Saúde, dar apoio aos jovens, através da inserção de psicólogos públicos nas instituições de ensino, a fim de ajudar esse grupo emocionalmente e evitar mais suicídios. Além disso, tais Ministérios devem, também, conscientizar a sociedade, por meio de campanhas físicas e virtuais, com o intuito de quebrar esse tabu. Assim, substituiremos o Setembro Amarelo pelo Ano Amarelo.