Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 25/04/2020
O Movimento literário Ultrarromântico do século XIX abordava, num contexto de urbanização e estresse generalizados, problemas existenciais humanos com grande pessimismo. Nesse período, o suicídio era comum. Entretanto, no Brasil, o problema é bem atual: É a segunda causa de morte na população de 15 a 29 anos e seus casos seguem aumentando. Sabendo disso, é urgente que medidas sejam discutidas para preveni-lo.
Primeiramente, é vital destacar o impacto que laços afetivos possuem na vida dos jovens para impedir esse quadro, sendo a sociedade responsável por concedê-los. A respeito disso, o sociólogo Émile Durkheim, em sua obra O Suicídio, destaca que, na sua pesquisa, indivíduos que tinham maior tendência a praticá-lo não se sentiam integrados a um grupo social. Assim, conclui-se que a segurança emocional é um grande fator para combater o problema e poderia ser garantida por instituições, como a família e a igreja.
Entretanto, antes de tal medida, é preciso acabar com o preconceito em relação à população mais jovem e ao suicídio dela. Em primeiro lugar, os adolescentes, com suas variações hormonais, são tratados como bipolares ou, quando possuem uma doença psicológica, como a depressão, ela é tratada como passageira ou “frescura”, na linguagem popular. Ademais, quando o caso agrava para o autocídio, é pouco documentado e pouco discutido e isso o naturaliza na consciência coletiva como algo pouco importante. Portanto, é perceptível que, antes de tudo, é necessário abrir a mente das pessoas para o tema, de forma a evitá-lo mais eficientemente.
Consoante o exposto, indubitavelmente, medidas são necessárias para evitar essa problemática. Dessa maneira, urge que os Ministérios da Saúde, Comunicação e Educação promovam o papel da sociedade no combate ao suicídio, por meio de panfletos nas instituições de saúde que possuam o mesmo destaque que os de prevenção de doenças e que tenham informações detalhadas sobre: O número de casos, como as pessoas próximas das vítimas têm influência sobre isso e como o preconceito está longe de ser realidade, a fim de integrar a sociedade contra o problema.