Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 10/05/2020
Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os cidadãos o direito à saúde e ao bem-estar social. No entanto, o desdém governamental e social acerca da discussão sobre o suicídio entre os jovens, no Brasil, impede que a sua prevenção aconteça na prática. Nesse contexto, evidencia-se a necessidade de serem tomadas atitudes com o intuito de alcançar uma sociedade integrada.
Em primeiro lugar, é indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo Aristóteles,a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, a falta de incentivos governamentais no que diz respeito a disponibilização de tratamentos humanizados e eficientes para evitar o suicídio, rompe essa harmonia. Mediante dados de um artigo publicado pela BBC Brasil, em abril de 2018, devido ao uso inadvertido de remédios, como medida paliativa para causas associadas ao suicídio (depressão, ansiedade etc.), houve um aumento no número de ocorrências. Dado ao exposto, nota-se a relevância de políticas públicas bem planejadas para impactar de maneira incisiva na valorização à vida humana.
Ademais, destaca-se a banalização com relação aos sinais das pessoas suicidas como fator impulsionador do problema. De acordo com o filósofo Durkheim, o fato social é uma maneira de agir e de pensar dotada de exterioridade, coercitividade e generalidade. Seguindo esse raciocínio, observa-se que, além das alterações psíquicas radicais a que esse grupo social está submetido (devido a doenças mentais, por exemplo), ele é acometido, também, pela altivez social. Nesse sentido, a sociedade será afetada, uma vez que o menosprezo para com o comportamento desses indivíduos (tristeza etc.) deflagará os índices de suicídio e, com isso, o direito a vida será posposto. Logo, tal fato representa um grave retrocesso para a população vigente, pois ela ficará à mercê de políticas públicas negligentes.
Portanto, percebe-se que ainda há entraves para mitigar o suicídio entre os jovens, no Brasil. Dessa forma, faz-se necessário que o Ministério da Saúde (MS), em parceria com o governo, crie, por meio de processo seletivo, uma comissão com profissionais capacitados (psicólogos, médicos etc.), a fim de oferecer, nas escolas e comunidades, palestras sobre evidências suicidas. Destarte, com a finalidade de sensibilizar a população e esclarecer quanto aos transtornos mentais e, com isso, promover a diminuição dos índices de suicídio. Outrossim, o MS deve, por via de verbas públicas, investir em programas de cunho terapêutico, como agente de intervenção social, realizados por psicólogos e psiquiatras, com o objetivo de oferecer esperança aos cidadãos que enfrentam problemas psíquicos.