Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 09/05/2020

Na série televisiva de 2017 “13 Reasons Why”, Ranna Baker, uma adolescente que estudava em Libert High, era nova na escola, e acabou saindo com Justin Foley, que secretamente tirou uma foto íntima sua. No dia seguinte, a foto circula por todos os seus colegas e ela passa a ser humilhada, objetificada, maltratada, assediada nos corredores e outras formas de bullyng. Com tudo que estava passando, Hanna, desiste de sua vida e comete suicídio. Nesse contexto, deve se analisar como a negligência da família e a displicência das escolas provocam a problemática em questão. Em primeira análise, vale destacar, a falta de atenção das famílias sobre os comportamentos de seus filhos. Sendo assim, atrelado à esse desleixo, conforme a Psicologia do Desenvolvimento, “O jovem é influenciado facilmente pelas opiniões alheias, e nesta tentativa de se encaixar, passa a agir de forma inconstante. Desse modo, muitos jovens acabam ceifando suas vidas, não tendo o amparo de seus familiares. Ademais, de acordo com a Universidade Federal de Goiás, “A família é necessária para a criação de vínculos afetivos”. Outrossim, conforme Émile Durkheim, em sua obra “O suicídio”, ele fala que o suicídio apesar de parecer um fato individual é um fato social, pois está inserido na sociedade. Diante disso, o descaso das instituições de ensino em relação ao bullyng é um grande problema a ser resolvido. Conforme a série, Hanna Baker, sofre vários tipos de bullyng e recorre ao seu conselheiro escolar, Kevin Potter, e relata todos os fatos ocorridos, porém, pela omissão de sua escola nada foi resolvido. Diante esse exposto, um levantamento realizado no Reino Unido, relata que entre 11 a 16 anos, pelo menos 17% dos adolescentes são vítimas de bullyng. Contudo, como relatado por Émile, o suicídio é um fato que está atrelado com outras pessoas. Porquanto, faz-se necessário medidas que busquem cessar esses meios que leva o adolescente a tirar a sua vida. Para isso, as famílias devem ficar atentas e monitorar os comportamentos de seus filhos, buscando mais diálogos. Outrossim, o Ministério da Educação e Cultura em parceria com escolas devem proporcionar consultas psicológicas dentro das instituições de ensino, buscar meios onde os alunos possam desabafar caso queira, e em casos de agressões a escola deve tomar medidas severas como suspensão, pois, conforme João Paulo II “A violência destrói o que ela pretende defender: a dignidade da vida e a liberdade do ser humano”. Em face a isso, o Brasil se afastará o máximo possível de suicídios entre adolescentes.