Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 14/05/2020
No século XIX, a geração ultrarromântica com seu viés extremamente sentimentalista, reacendeu um tabu na sociedade, os abalos psicológicos que levam consequentemente, o fato de pessoas tirarem a própria vida. O fato de a taxa de suicídios na população de 15 a 29 anos ter subido de 5,1 por 100 mil habitantes em 2002 para 5,6 em 2014 alerta quanto ao tema. Assim como os autores românticos, a juventude atual também sofre com os danos psicológicos de sua formação ainda em andamento, além da potencialização causada pela mídia.
É relevante abordar, primeiramente, a evidente relação entre a sensação de não ter outras opções, com os fatores internos e externos sofridos pelo indivíduo. O pintor expressionista Vincent Van Gogh, em meio a vários problemas psicológicos, sempre recusava a ajuda de seu irmão, pois dizia que a “a tristeza durará para sempre” - dor intensificada por bebidas e crises bipolares - mostrando-se incapaz de pensar em uma saída além da morte. Dessa forma, é entendido que o principal meio para a ajuda é a busca de sinais sobre “potenciais suicidas”, revelados principalmente por problemas psicológicos.
Paralelo a isso, vale também ressaltar o poder dos meios de comunicação sobre esse lento, mas constante crescimento da taxa anual de suicídios. O livro escrito pelo alemão Goethe, retrata a história de um homem que tira a própria vida após um amor não correspondido. A partir disso, vários foram influenciados e também tiraram a própria vida, sendo esse, conhecido como “Efeito Werther”. Essa consequência também pode ser relatada por meio da mídia, através de notícias mal relatadas e romantização do ato de morrer. Assim, percebe-se a necessidade de mais “mídias do bem”, a exemplo do CVV, Centro de Valorização da Vida, que realiza apoio emocional e prevenção do suicídio por meio principalmente de ligações.
Portanto, pode perceber que o debate sobre a prevenção de suicídios, é imprescindível uma ajuda aos cidadãos no âmbito individual. Nessa lógica, é imperativo que o Ministério da Educação, juntamente ao Ministério da Saúde, identifique através de programas nas escolas, os indivíduos desamparados mentalmente e com o risco de suicídios para que assim, ofereça o amparo necessário. Além disso, cabe ao Ministério da Educação, soluções práticas na questão midiática, como palestras à mídia sobre a importância de noticiar com restrições alguns casos de suicídios. Dessa maneira, a situação vivenciada pelos artistas do século XIX, ficará apenas depositado em obras literárias.