Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 17/08/2020

Promulgada pela ONU, em 1948 a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos direto á educação, igualdade e ao bem-estar social. Conquanto, na prática, tal garantia é deturpada, visto que o índice de jovens que não estudam nem trabalham só aumentam. Desse modo, a deficiência na base escolar em consonância com a exclusão social, são os principais pilares para esses conflitos.

Em primeiro plano, vale ressaltar a escassez de um estudo qualificado como perpetuador do problema. Após a Revolução Industrial, no século XX, o mercado de trabalho passou por uma grande transformação tecnológica, exigindo cada vez mais capacitação. Contudo, as escolas não conseguiram acompanhar essas mudanças, assim cerca de 80 % dos alunos ao acabar o ensino médio não ingressam no mercado de trabalho, pois não possuem preparo, como afirmado pelo IBGE.

Em segundo plano, vale salientar a restrição de grupos social como impulsionador da problemática. Segundo o sociólogo Karl Marx, em sua análise sobre a sociedade, grupos que possuem vulnerabilidade social tendem a serem excluídos e abandonados. Sob essa ótica, denota-se que, pessoas de baixa renda acabam marginalizadas pela sociedade, visto que não possuem condições de pagarem por um curso de capacitação para poderem trabalhar, nem cursos para entrarem na faculdade.

Portanto, medidas são necessárias para resolver tal impasse. Com intuito de mitigar jovens que não estudam nem trabalham, urge que o Estado, como promotor do bem-estar social, disponibilize subsídio para que o Ministério da Educação reverta essa verba em contratação de profissionais, que por meio de Workshop disponibilizariam cursos de capacitação profissional, dando acesso a toda comunidade. Somente assim, a Declaração Universal dos Diretos Humanos entrará em completo vigor.