Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 27/05/2020
A Constituição Federal de 1988 garante, de acordo com o Art-5, o direito à vida como dever do Estado. No entanto, a sociedade se mostra distante do que é imposto pela norma constitucional, visto que o número de suicídios entre jovens no Brasil vem crescendo a cada dia mais. Nessa perspectiva, tanto a inobservância familiar, quanto a negligência estatal em não tratar o caso como problema de saúde pública, devem ser superados de imediato com o intuito de resolver essa problemática.
Em primeira análise, é fundamental pontuar que a inobservância familiar é um promotor do aumento do número de suicídios entre os jovens atualmente. De acordo com o dramaturgo francês Molière “Não somos responsáveis apenas pelo que fazemos, mas também pelo que deixamos de fazer”. Nesse sentido, a família se mostra distante, infelizmente, e não percebe sinais antecessores ao ato de suicídio. Por isso, evidencia-se a necessidade de mudanças de hábito na esfera familiar.
Ademais, é imperativo ressaltar que o crescente número de suicídios entre os adolescentes deriva da baixa atuação dos setores governamentais. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar social da população; contudo, a perspectiva adotada pelo intelectual manteve-se no plano teórico, tendo em vista que é deixado em última instância a questão da saúde pública pelo governo. Desse modo, é indiscutível que medidas devem ser tomadas para a reformulação dessa postura estatal.
Portanto, é mister a adoção de medidas que possam prevenir a problemática. Nesse contexto, cabe às famílias brasileiras, aumentar a atenção com seus filhos e perceberam mudanças comportamentais com a ajuda de palestras promovidas pelas escolas para os pais e os alunos, a fim de que esses jovens possam ter diálogos sinceros com seus responsáveis com o intuito de uma maior aproximação entre eles. Cabe também, ao Governo Federal implementar políticas públicas através de programas sociais ou de investimentos em organizações como a CVV-Centro de Valorização à Vida- a fim de que o número de vítimas possa ser reduzido. Só então, a questão será gradativamente amenizada e as taxas de suicídio diminuirão.