Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 26/05/2020
A segunda geração do Romantismo, mais conhecida como “Mal do Século”, foi um movimento literário que ocorreu no século XIX, o qual buscava uma solução para os problemas existenciais, tendo, inclusive, o suicídio como opção. Semelhantemente, no cenário atual, essa alternativa tem sido amplamente optada, principalmente entre os jovens, pondo em questão caminhos para a sua prevenção. Diante dessa perspectiva, convém analisar os fatores que favorecem esse impasse, com o intuito de combatê-lo.
Em primeira análise, cabe ressaltar a pressão que é imposta aos jovens. De acordo com Émile Durkheim, o conceito de fato social é a força com que os indivíduos são coagidos a determinadas condutas. Por exemplo, quando relacionado aos estudos, especificamente na área da medicina, os discentes são expostos a situações dramáticas, visto que estudam integralmente e não resta tempo para conflitos pessoais. Isso porque essa área requer extrema dedicação e não admite erros, embora o aluno não tenha tido um preparo psicológico do que enfrentaria no ensino superior. Dessa forma, é prejudicial à saúde a falta de diálogo, carecendo, então, da dissolução desse quadro.
Outrossim, vale salientar, ainda, a idealização de uma vida na internet. Na série “Stranger Things”, há um universo paralelo em que habitam criaturas, tal qual não é favorável para o ser humano. Analogamente, o objetivo de uma gama de vidas perfeitas é não mostrar qualquer infelicidade ou imperfeição online, tendo em vista a necessidade de expor características distorcidas da realidade para alcançar padrões. Por conseguinte, esse mundo invertido provoca questionamentos físicos e emocionais, prioritariamente em adolescentes, levando-os a buscarem paradigmas que podem causar depressão caso não tenha sucesso e, por fim, o suicídio. Dessarte, é preciso que o consenso de perfeição na web seja contornado a fim de evitar mortes sem explicações.
Portanto, torna-se evidente a necessidade de caminhos para a prevenção do suicídio. Desse modo, é papel do Ministério da Saúde, em parceria com as escolas, promoverem consultas mensais e palestras, por meio de psicólogos e voluntários que, além dos diálogos, apresentem depoimentos pessoais de superação, a fim de orientar os alunos sobre a importância, desde o ensino médio, de buscarem meios de exporem os sentimentos e de se comunicarem. Ademais, a mídia, por intermédio de ficções engajadas, deve mostrar o mundo por trás das telas, com a finalidade de desfigurar os padrões de beleza das redes sociais e de transmitir uma identificação com essa ficção. Sendo assim, o Brasil poderia enfrentar esse problema de saúde pública, na íntegra.