Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 30/05/2020
O movimento literário romântico, o qual ocorreu nas últimas duas décadas do século XVIII, tinha como uma característica marcante o amor intenso, o que, em casos extremos, levava ao suicídio. A saber, houve vários casos na Europa, após a publicação da obra “Os sofrimentos do jovem Werther”. Hordiernamente, acredita-se que o suicídio é gerado por somatória de multifatoriais, como a presença de transtornos mentais somado a sensação de não ter outra alternativa. Nesse contexto, urge congregar medidas proativas de administradores públicos, escola, família a fim de salvaguardar vidas. Primeiramente, é notório que a presença de transtornos mentais acompanham a população mundial. Segundo o médico psiquiatra Daniel Martins, 90% das pessoas que tiram a própria vida tem um transtorno mental, seja ele associado ao humor como a depressão, seja decorrente da dependência química, os quais, somados, potencializam a persistência do suicídio. Nessa seara, o encaminhamento desses indivíduos para Centros de Atenção Psicossocial revela-se necessário para que psicólogos e psiquiatras possam intervir e ressignificar a existência.
Em segundo plano, além dos transtornos psicológicos, a sensação de desespero, de que os infortúnios são insolúveis, não raro, levam ao final trágico. Geralmente, as pessoas que atentam contra a própria vida não têm a intenção de morrer e sim aliviar a dor, segundo a Drª Ivete Blanco. Assim, faz-se crucial conversar sobre o tema, nessa perspectiva o “Setembro Amarelo” constitui bom recurso. Além disso, o “Centro de Valorização da Vida” precisa ser mais divulgado, uma vez que atende pessoas que vivenciam momentos críticos. Com tal apoio, dar-se-á uma chance à vida.
Infere-se, portanto, que o suicídio é um mal para o globo. Sendo assim, cabe ao Governo Federal construir centros terapêuticos especializados em autocídio, a fim de aplacar o número de casos. Ainda cabe às escolas e às faculdades criarem simpósios sobre formas de amenizar os transtornos mentais visando informar e ensinar a população sobre como ajudar. Assim, poder-se-á, de forma diferente do Romantismo, abordar o tema do suicídio sem romantizá-lo, e auxiliar as pessoas a transformar o próprio mundo.