Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 31/05/2020
A série “13 Reasons Why” conta a história da adolescente Hannah e os motivos que a levaram a tirar a própria vida. Nesse contexto, a ficção imita a realidade ao abordar a dificuldade da nova geração trabalhar seus próprios problemas e, sobretudo, o modo como os sinais visíveis de depressão são negligenciados, contribuindo negativamente para um desfecho trágico. Logo, é fundamental discutir a importância do desenvolvimento da inteligência emocional para prevenção do suicídio entre os jovens no Brasil.
Primeiramente, é necessário compreender que as frustações são inevitáveis ao longo da vida. Portanto, é necessário que as crianças sejam educadas para encarar as adversidades de forma positiva. Todavia, ao contrário do provérbio de Confúcio: “Eduque seus filhos com um pouco de fome e um pouco de frio”, a educação tem sido cada vez mais superprotetora e permissiva. Ademais, a escola, que participa diretamente da formação do indivíduo, também não trabalha a capacidade de reconhecer e avaliar os próprios sentimentos, tampouco os dos outros. Consequentemente, os jovens não aprendem a lidar com bullying, rompimentos, pressão pela escolha da carreira, entre outras questões. Assim, segundo o Ministério da Saúde, o número de casos de depressão entre os jovens aumenta a cada ano e o suicídio já é a quarta maior causa de morte nesse grupo. Contudo, apesar da gravidade, sintomas como tristeza, desânimo, ansiedade e isolamento são encarados apenas como “coisas da idade” e o tratamento adequado não é procurado.
Portanto, algo deve ser feito com urgência para reverter as estatísticas. Logo, as escolas devem, por meio de palestras com especialistas, debater o problema com os pais durante as reuniões. Assim, a família compreenderá os riscos e saberá identificar os sinais antes que seja tarde demais. Além disso, o Ministério da Educação deve incluir uma disciplina de inteligência emocional no currículo escolar e assegurar a presença de profissionais capacitados para aconselhamento individual e familiar.