Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 03/06/2020

No dia 24 de agosto de 1954, o então Presidente da República Getúlio Vargas, atira em seu coração dentro do seu gabinete, cometendo suicídio. A pressão e as ameaças depositadas em Vargas para que ele renunciasse seu cargo, resultou em um ato radical que mudou a história do Brasil. Não obstante, atualmente, a pobreza extrema e a propagação de padrões estéticos atingem diretamente a saúde mental dos jovens, fatores responsáveis pela emersão de um cenário de aumento de casos de suicídio, tornando-se um empecilho para a manutenção de uma sociedade harmônica e, portanto, torna-se imprescindível a análise e a resolução dessa problemática.

Em primeiro lugar, deve-se ressaltar como a precariedade na adolescência influencia o psicológico dos mesmos. Segundo o IBGE, mais de treze milhões de Brasileiros vivem na extrema pobreza, tendo uma renda mensal de cento e quarenta e cinco reais. Diante disso, observa-se como esse ambiente dificulta o acesso a uma universidade, por exemplo, devido a escassez de infraestrutura, e da defasagem do Ensino médio, propagando frustrações internas entre os jovens, visto que, o ensino superior é, frequentemente, a garantia de empregabilidade e melhores condições de vida. Dessa forma, seria negligente não notar como as disparidades de realidades no Brasil compromete a saúde dos jovens, corroborando para um ambiente desigual e, por conseguinte, no aumento na taxa de suicídio.

Sob outro prisma, é de extrema importância avaliar como a busca por um padrão de beleza ideal, alavancado pela mídia, impacta na saúde dos jovens no país. Tendo em vista que o suicídio é a segunda principal causa de morte na faixa etária de 15 aos 29 anos, o filme “O mínimo para viver” retrata como que os desenhos de Ellen, a protagonista, sobre seu distúrbio anoréxico, foram o estopim para o suicídio de uma seguidora de uma rede social, o “Tumblr”. Dessa forma, observa-se como as redes sociais influenciam a vida dos adolescentes, de modo que o fascínio por um corpo perfeito – de acordo com o que a sociedade impõe – estabeleça uma série de conflitos internos, que tenha como o ápice o ato de se matar.

Em suma, são necessárias medidas que mitiguem essa problemática. Para tanto, O ministério da saúde, em parceria com as instituições escolares, devem fornecer meios de combate e de prevenção ao suicídio. Isso deve ser feito por meio da elaboração de projetos de lei que disponibilizem acompanhamento psicológico gratuito, como forma de ajudar os mais necessitados e, na formação de palestras que realcem a importância da manutenção da saúde mental e o impacto das mídias na construção do pensamento. Essas ações têm o intuito de combater o crescente número de suicídios, em especial os jovens, a fim de evitar que cenas, como a de Vargas,  aconteça mais uma vez no Brasil.