Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 09/06/2020

As asas que Deus lhe deu, ruflaram de par em par, sua alma subiu ao céu, seu corpo desceu ao mar. Nesse trecho do poema´´Ismália``, o poeta simbolista Alphonsus de Guimaraens retrata um dos principais problemas da sociedade contemporânea: o suicídio. Analogamente à obra, decorrente da ineficiência das políticas públicas fadadas ao combate dessa vicissitude e da escassez de diálogo familiar para com os doentes, muitos brasileiros realizam atos similares aos expostos no poema de Alphonsus.

Em uma primeira análise, é necessário expor, que as iniciativas governamentais destinadas a amenizar a problemática em questão não estão sendo efetivas. Em comprovação a isso, uma pesquisa realizada em 2019 pelo jornal G1, relatou que o número de pessoas do Brasil que retiraram suas vidas aumentou em cerca de 7% nos últimos seis anos. Nesse viés, faz-se visível que o auxílio proporcionado pelo poder superior a essa parcela da população não está sendo ideal para amenizar o impasse.

Por conseguinte, cabe salientar, que o Bullying, a discriminação e uma saúde mental frágil são responsáveis pelo problema em debate. Contudo, segundo estudos feitos pela doutoranda em Psicologia Cognitiva, Wilzacler Rosa, o principal vetor do aumento dessa adversidade é a falta de apoio proporcionado pela família ao doente. Em virtude disso, o suicídio cometido pela personagem Hannah Baker, da série ``13 Reasons Why´´, comprova a ideia supradita, haja vista que ela retira sua vida após não receber ajuda dos seus familiares para lidar com a violência sofrida no cotidiano.

Em suma, com o intuito de amenizar os problemas apresentados e diminuir o número de suicidas no país, é imprescindível que o Ministério da Saúde (MS) - mantenedor da ordem, das leis, do bem-estar social e do progresso civilizatório - desenvolva, por meio de verbas governamentais, centros especializados em prevenir a saúde mental dos brasileiros e investimentos em campanhas como o ´´Setembro Amarelo``. Dessa maneira, almejar-se-ia os brasileiros não cheguem a cometer ações tão severas como as de Hannah e Ismália.