Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 02/07/2020
Na série “Os treze porquês” é possível acompanhar a trajetória de Hannah Baker, que por consequência do bullying e da carência de assistência psicológica, decide tirar à própria vida. Entretanto, a ficção não se difere da realidade brasileira. Com o crescente aumento dos casos de autoextermínio, em razão de transtornos mentais somados a falta de assistência psíquica, torna-se necessário adotar medidas que coíbam o suicídio entre jovens no Brasil.
Em primeiro plano vale ressaltar que a terapêutica para doenças de cunho mental ainda é restrita no país. De acordo com uma reportagem realizada pelo Jornal Estadão, cerca de 90% dos jovens que cometem suicídio possuem algum transtorno psíquico. Embora tal problemática, é notável a ineficácia de medidas que tornem o acesso ao tratamento psicológico mais democrático, por conseguinte ocorre a persistência e o agravamento de enfermidades anteriores. Sendo assim, é imprescindível a necessidade de tornar a psicoterapia um recurso viável para a coletividade.
Outrossim, ainda que seja lei, é perceptível à ausência de psicólogos e especialistas no âmbito escolar. Segundo um levantamento feito pelo IBGE, cerca de 38% dos alunos sofrem ou já sofreram bullying nas escolas devido à escolha sexual, aparência e aspecto financeiro. Como efeito, o indivíduo passa a sofrer de inseguranças e da sensação de insuficiência, deixando-o suscetível ao surgimento de graves problemas psicológicos e, posteriormente, o suicídio. Nesse sentido, a presença de um profissional qualificado torna-se essencial para o ambiente estudantil.
Portanto, cabe ao Ministério da Educação, que tem por função social garantir os direitos nessa área, viabilizar serviços de acompanhamento psicológico nas instituições de ensino, por intermédio da contratação de um psicólogo qualificado para o cargo. A fim de assim tornar o colégio um lugar seguro em que os estudantes possam confidenciar seus problemas, angústias e pensamentos suicidas.