Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 10/07/2020
O Ultrarromantismo, período literário, idolatrava a morte, idealizando o suicídio como fuga dos sofrimentos que o mundo gera, sendo então, uma estratégia de escape da realidade. Sob esse viés, percebe-se que o mal do suicídio é algo presente na sociedade desde o passado, mas que na atualidade, encontra-se em maiores proporções, principalmente entre os jovens, causado por pressão psicológica e pelo preconceito. Nesse contexto, cabe-se analisar essas causas e suas consequências.
Em uma primeira análise, é válido destacar que questões mentais estão intimamente ligadas a essa problemática. Segundo o filósofo Zygmunt Bauman, em seu livro “Modernidade Líquida”, as relações efêmeras que a sociedade impõe para o homem geram, a longo prazo, sentimento de pressão mental. Sob essa ótica, é correto assimilar que as relações citadas são as expectativas impostas pela sociedade para o povo jovem, como a obrigação de relacionamentos duradouros e bons empregos que, se não cumpridas, são sinais de anormalidade e fracasso. Em suma, a fuga dessas regras de vivência gera uma espécie de pressão mental e o desencadeamento de doenças psicológicas, como depressão e ansiedade. Ademais, os portadores dessas doenças não encontram outras alternativas para fugirem dos sintomas e, optam pelo suicídio.
Outrossim, o preconceito e seus impactos entre os adolescentes também corroboram para essa problemática. Na séria americana “13 Reasons Why”, baseada no livro “Thirteen Reasons Why”, de Jay Asher, é apresentado um cenário estudantil, no qual gira em torno de uma aluna chamada Hannah que comete suicídio, visto que sofria bullying por ser introvertida. Assim como na dramaturgia, na vida real essa situação também é comum, mormente no ambiente escolar, pois é onde os jovens estão longe dos familiares e, por serem imaturos sobre suas ações acabam praticando o preconceito, ato caracterizado por disseminação de comentários maldosos, violência e insultos. Em decorrência disso, muitos jovens adquirem baixa autoestima e sentimento de solidão que, logo, viram depressão e, por conseguinte, desejo e tentativas de suicídio.
Em síntese, medidas são necessárias para abrir caminhos contra as consequências da problemática. Portanto, é mister ao Governo, por meio do Ministério da Saúde, disponibilizar psicólogos para as escolas, eles devem ser profissionais formados que, por meio de seções de terapia, escutem e sejam conselheiros, com o fito de afirmas aos jovens que as expectativas da sociedade sobre seus futuros não são leis e, assim, não devem ser motivos de pressão psicológica. Ademais, cabe às Escolas criarem projetos, com o intuito de apresentar os impactos negativos que o bullying traz. Desse modo, serão traçados caminhos contra o suicídio.