Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 10/07/2020

O psiquiatra Augusto Cury entende que quando uma pessoa tira a própria vida, a intenção dela não era se matar, mas acabar com a dor que a perseguia. Diante disso, o suicídio no Brasil é a terceira maior causa pela morte de jovens segundo o Ministério da Saúde. Desse modo, discorrer sobre a saúde mental da juventude, mas também sobre a falta do debate sobre suicídio nos diversos âmbitos sociais é fundamental para o país contornar essa problemática.

Em primeiro plano, o suicídio é um assunto complexo e generalizado e suas causas são interligadas com uma sanidade mental comprometida. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), não existe saúde sem saúde mental. Nessa perspectiva, os jovens são expostos a vários fatores que agem como gatilhos para a motivação de tirar a própria vida, como a depressão, a ansiedade e o bullyng. Todos corroboram para situações que a juventude se sente frágil e com a mente abatida. Assim, a incerteza do presente e a fluidez do futuro podem tornar os adolescentes suscetíveis à angústia, medo, tristeza, fato que muitos apenas veem a morte como o único remédio.

Além disso, é importante entender que, na maioria dos casos, o suicídio é tido como uma morte silenciosa. Consoante a OMS, 90% dos casos de suicídio poderiam ser evitados. Todavia, pela falta de diálogo na família, na escola, e demais âmbitos sociais, o suicida se sente preso ao problema e se vê sozinho, sem saída. Pessoas assim costumam ter mudanças de comportamentos radicais: isolamento social, uso excessivo de drogas, mudança na aparência. Tudo isso pode ser sinais indicativos de suicídio iminente. Realidade que é notada no comportamento de depressivos e adolescentes que sofreram de bullyng antes de tirarem a própria vida.

Por fim, embora o suicídio seja um problema de saúde pública, a mobilização de todos é essencial para solucionar suas causas e amenizar seus efeitos. Porém, é preciso que o Ministério da Saúde, em conjunto com Estados e Municípios, atue, na assistência básica, por meio de profissionais da saúde, na identificação e tratamento precoce de pacientes com sintomas de suicídio. Além disso, os Municípios deveram promover palestras, com profissionais da área, sobre a importância do diálogo na família, escolas e demais lugares, como solução de interromper os possíveis suicídios entre os jovens. Sendo assim, o Brasil caminhará com passos largos para a solução dessa temática.