Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 14/07/2020

A geração Mal do século foi conhecida por ter tido como elemento notório os suicídios, o uso indiscriminado de drogas, assim como a tendência a crer que a morte traria a tão sonhada paz, os indivíduos estavam mergulhados em dores que foram tanto psicológicas quanto físicas o que os levava à depressão. Nesse contexto, no Brasil, foram registrados 13.467 casos de suicídio em 2016, segundo a OMS ,tal quadro reflete o despreparo assim como o descaso que é reforçado pela falta de adesão e combate a um problema que transcende séculos. Sob esta ótica pode-se ressaltar que a problemática advém do tabu e pelo déficit de amparo psicológico.

Em primeira análise, a problemática é acentuada devido a crença de um tabu que se atribui ao falar sobre a depressão ou suicídio. De acordo com o filósofo Norbert Elias:” O crescente tabu da civilização em relação à expressão de sentimentos espontâneos e fortes trava suas línguas e mãos”, dessa forma, a sociedade vê o tema como algo que somente acontece aos fracos e portanto, são preconceituosos com os que sofrem de depressão, assim, a situação fica mais caótica não há a presença de ajuda ou quem ofereça um amparo. Por conseguinte, estes podem sofrer situações que embasam o sentimento de morte de maneira recorrente, que resulta em ações extremas como o suicídio.

Ademais, a falta de entendimento da família ou amigos é causado pela falta de medidas que visem introduzir um conhecimento básico. Conforme, Friedrich Nietzsche: “Um pensamento, até mesmo uma possibilidade, pode nos destruir e nos transformar”, assim, a falta de preparo da sociedade para acolher pessoas com depressão perpetua a ideia, que não se deve dar a atenção merecida, e esse tratamento ao tema provém da falta de suporte governamental às instituições educacionais, as quais deveriam contar com profissionais equiparados para receber a todos que necessitam. Logo, esta discrepância resulta na formação de indivíduos que não saberão combater tais sentimentos e que refletirão o costume à seus filhos, que não irão dar a importância que este tema merece.

Portanto, medidas devem ser tomadas para findar o tabu e o déficit de preparatório. Urge que, o MEC e a mídia atuem financiando o combate ao tabu e alienação dos indivíduos, estas serão aplicadas através da incorporação de psicólogos, nas instituições educacionais dando aulas e palestras obrigatórias que falem sobre o suicídio e depressão com os pais e jovens, e a adoção de comunicados e aplicativos que visem à criação de um hábitos que fortaleçam o indivíduo psicologicamente, dessa forma, a sociedade estará mais equiparada para receber os que tanto precisam dessa ajuda a qual pode ser crucial. Feito isso, a sociedade estará guiando-se a um futuro mais otimista onde não haverá brechas para que uma nova geração Mal do Século seja vivenciada.