Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 12/07/2020

A volta do mal do século

A temática do suicídio é um desafio que perpassa a sociedade há tempos. Outrora, já considerado o mal do século XIX entre os autores do ultrarromantismo da literatura europeia, não se pode mais admitir, hoje, tal assunto como tabu na sociedade, pois lidar com essa problemática é importante na medida que as taxas de mortalidade por questões suicidas no Brasil tem aumentado com o passar dos anos, sobretudo, entre os jovens.

A medicina a cada dia desenvolve novos trabalhos acerca da psique humana, e consequentemente aos fatores relacionados ao suicídio de jovens no Brasil. Algumas das questões mais discutidas em torno do tema traz aspectos sociais a exemplo da necessidade de aprovação no meio no qual se está inserido, além da pressão social exercida por meio da internet, meios de comunicação e até mesmo no ambiente familiar a respeito do conceito de sucesso e vitória.

Atualmente, ser bem sucedido no meio social é ter dinheiro e poder fazer tudo o que almeja. O grande problema dessa visão de mundo, é que não se pode ter tudo sempre e a qualquer hora, o que gera frustração depois de criadas as expectativas. Pode-se dizer, portanto, que esse conceito de sucesso estabelecido é um objeto de coercitividade o qual torna a temática do suicídio algo geral e exterior aos indivíduos, tais características, definem o que o sociólogo Émile Durkheim nomeou de fato social.

Apesar de ser um fato social, o suicídio ainda é tabu entre a população brasileira, seja por questões religiosas ou até mesmo pelo desconforto gerado na sociedade com esse tipo de discussão. É necessário, entretanto, o enfrentamento do desafio que é o suicídio, e debater tal temática frente à sociedade com o apoio do estado por meio de políticas públicas, é fundamental para salvar a vida de muitos jovens brasileiros. O maior pilar a ser trabalhado, portanto, é o de conscientização por meio de ações educacionais.

Assim, o estado por meio do ministério da educação pode atuar através de debates públicos e campanhas publicitárias acerca do suicídio, além de colocar como parte da grade curricular nas instituições uma disciplina a qual trabalhe a saúde mental do aluno e como lidar com suas expectativas. É fundamental, ainda, o apoio dos meios de comunicação para o alcance em massa das políticas propostas. Dessa forma, pode-se impedir que um novo mal do século se instale no Brasil e que o tão sonhado direito à vida do artigo 5 da constituição federal de 1988, de fato, seja uma garantia.