Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 12/07/2020
O dramaturgo William Shakespeare recorrentemente faz uso do suicídio como ferramenta de impacto ao espectador, vide a tragicidade do ato contra a própria vida. Fora da ficção, vê-se um aumento de 27% dos suicídios de jovens no Brasil em 30 anos, segundo o Ministério da Saúde. Portanto, é mister a adoção de políticas públicas no acompanhamento psiquiátrico e psicossocial de jovens e adolescentes, além da devida propagação de apoio clínico em meios midiáticos, a fim de que o estorvo de um suicídio não passe de uma tragédia da dramaturgia.
Precipuamente, ratifica-se a necessidade de acompanhamento psiquiátrico a crianças e adolescentes; segundo o psicanalista Sigmund Freud, a juventude é o período em que mais se sofre com distúrbios psicológicos, como a neurose histérica, a depressão e tantos outros. O desenvolvimento libidinoso da adolescência é frequentemente obstruído por pressões sociais, econômicas e acadêmicas, nitidificando a importância do acompanhamento profissional ao trato dessas doenças e à prevenção do suicídio.
Ademais, evidencia-se a notoriedade da publicidade e da telecomunicação no tocante às medidas tomadas na prevenção; apesar de possuírem sua reputação desvalorizada, propagandas divulgadas em redes televisivas corroboraram à divulgação de centros de apoio psicossociais que, segundo o Ministério da Saúde, são responsáveis pela redução de 14% do risco de suicídio; o meio comunicacional, por sua vez, representa-se com o CVV - Centro de Valorização da Vida -, que recebeu cerca de 2 milhões de ligações telefônicas no ano de 2018, descartando estigmas referentes aos distúrbios psicológicos e validando a eficácia destas medidas estatais, que devem receber o devido apoio financeiro e propagação nos meios midiáticos.
Infere-se, portanto, a necessidade de atuação governamental no âmbito clínico e midiático; é fulcral o subsídio estatal em centros de apoio psicossocial e unidades públicas de psiquiatria, a fim de salvaguardar crianças e adolescentes de distúrbios e possíveis mortes; o subsídio, além disso, deve englobar a esfera publicitária e telecomunicacional, para que os unidades clínicas e o CVV recebam sua devida consideração e para que o proletariado informe-se sobre iniciativas estatais no tratamento da saúde mental em redes televisivas e midiáticas, evitando descasos com estes entraves psicológicos e tratando-os devidamente, para que se evite agravamentos destes problemas. Dessarte, impedir-se-á atentados contra a própria vida e manter-se-á o suicídio como aspecto ficcional, como presente nas obras de Shakespeare.