Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 07/08/2020

“O importante não é viver, mas viver bem”. Segundo Platão, a qualidade de vida tem tamanha importância de modo que ultrapassa a da própria existência. Entretanto, no Brasil, essa não é uma realidade para muitos jovens, que são grandemente afetadas pelo suicídio. Com isso, ao invés de agir para tentar aproximar a realidade descrita por Platão da vivenciada por estes indivíduos, o sucateamento das escolas e a má influência midiática acabam contribuindo com a situação atual. Diante disso, torne-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Precipuamente, é fulcral pontuar que o autocídio entre os jovens deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais ocorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, no entanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, as instituições de ensino são tratadas com desmazelo, com falta de profissionais que tratem desses distúrbios, palestras e materiais no âmbito escolar. Algumas campanhas feitas nas escolas, como o setembro amarelo, podem ser uteis, se forem feitas com melhor empenho e precisão. Dessa forma, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, pode-se apontar como empecilho a consolidação de uma solução, a desprimorosa atuação da mídia. Conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a imprensa, em vez de promover debates que elevem o nível de informação da população, influência na consolidação do problema, tratando de forma silenciada o tema ou não portando-se com a sinceridade necessária. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que ambos problemas contribuem para a perpetuação desse quadro deletério.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, especialistas no assunto, com o apoio de ONGs também especializadas, devem desenvolver ações que revertam a má influência da mídia, com intuito de mitigar os suicídios juvenis. Tais ações devem ocorrer nas redes sociais, por meio da produção de vídeos que alertem sobreas reais condições da questão, comparando o tratamento midiático com relatos de pessoas que de fato vivenciaram tal problema. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o número dos autocídios na sociedade brasileira, e a coletividade alcançará a realidade descrita por Platão.