Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 12/08/2020

“Thirteen reasons why” é uma série que conta a história de uma garota chamada Hanna que cometeu suicídio porque foi vítima de constantes notícias falsas e exclusão social. É perceptível que, no decorrer dos episódios, mesmo ela tentando reverter a situação, não houve abertura por parte das outras pessoas, por conseguinte ficou depressiva. Assim, é fato que a interação social é importante para o desenvolvimento e equilíbrio psicológico do indivíduo, no entanto, a depressão é um transtorno mental constante. Sendo assim, esta doença pode causar o suicídio, e um dos fatores são os problemas nas interações interpessoais, seja virtual ou pessoalmente.

Em primeira instância, os distúrbios psicológicos são muitas vezes negligenciados, mas afetam o cotidiano de todo o mundo. De acordo com a OMS, a depressão foi a segunda maior causa de suicídios em 2015 entre jovens de 15 a 29 anos. A partir deste dado, é certo que a globalização é uma grande precursora deste problema, pois com o seu início, os indivíduos inseridos nesse mundo são tratados como uma mercadoria, mas também como uma força de trabalho, ou seja, estão sendo sempre cobrados pelo sistema. Desse modo, a sensação de nunca crescer segundo o que foi imposto pelo mercado ou pertencer a algum lugar causa sentimento de impotência.

Outrossim, os problemas nas interações interpessoais podem ser um mecanismo gerador de conflitos mentais. De acordo com uma das teorias de Èmile Durkheim, o suicídio parte de uma escolha do praticante de interromper a vida por não concordar com alguns acontecimentos que estão ao seu redor ou até mesmo por não se sentir pertencente àquele espaço. Dessa maneira, quando é incluso essa teoria na relação do indivíduo com as redes sociais, é visível como as postagens podem causar esta sensação de exclusão. Por isso, a falsa sensação de felicidade que as mídias sociais trazem é geradora das consequências que são difíceis de lidar ou ser curar, demonstrando que a ficção da série é genuinamente o espelho da realidade.

Entende-se, portanto, que a convivência interpessoal é o fator para desenhar a personalidade e decisões dos indivíduos. Cabe às escolas, juntamente com as famílias, repassar, de formas didáticas, conhecimentos sobre a convivência, de como é importante a inclusão e o autoconhecimento, por meio  de conversas e dinâmicas, pois, através destes métodos mais didáticos, a probabilidade de conquistar o êxito aumenta. Depois disso, a interação será natural, e o altruísmo tão desejado por Hanna, fidedigno.