Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 13/08/2020

O suicídio é o ato de causar a própria morte de forma intencional o qual tem motivações diversas e poder ser evitado quando tratado como um expressivo imbróglio. Entretanto, no Brasil, tendo em vista o alto índice de suicídio apenas entre os jovens, denota-se que há impasses para solucionar o problema em questão. Dessarte, é imprescindível salientar como propulsores da problemática a desinformação das pessoas que fazem com que o suicídio conserve-se como um tabu, além da ineficácia das ações do Poder Público que têm como objetivo evitar o suicídio devido a pouca participação da sociedade.

A priori, de acordo com o filósofo Sócrates, existe um único bem, o saber, e um único mal, a ignorância. Nessa perspectiva, é possível relacionar o saber às pessoas que buscam promover discussões sobre saúde mental e preservação da vida, objetivando quebrar o tabu de falar abertamente sobre suicídio e, consequentemente incentivar o tratamento médico dos indivíduos que sofrem com a dor que pode por em risco a própria vida. Não obstante, a ignorância ainda prevalece e pode ser associada aos indivíduos que não se informam sobre a relevância negativa do suicídio na sociedade e, por conseguinte, corroboram com o agravamento do transtorno ao tratá-lo de acordo com o senso comum, por exemplo dizendo que é frescura.

A posteriori, o sociólogo Émile Durkheim afirmou que a sociedade pode ser comparada a um organismo vivo, no qual todas suas partes devem trabalhar de forma mútua para garantir o desenvolvimento social. Nesse sentido, para que haja efetivação nas ações do Poder Público é necessário a participação da sociedade, pois campanhas, como o Setembro Amarelo, terão eficácia maior quando toda a sociedade estiver engajada na iniciativa. Nessa lógica, o Estado deve atuar na base do problema para dar início às atividade preservação, por exemplo instruindo os cidadão para que eles possam entender a importância da sua contribuição para esses movimentos. Com isso, haverá mais eficiência nas atividades governamentais deter o ato de suicídio.

Depreende-se, portanto, que é necessário a atuação do Estado para instruir os cidadão a fim de reverter a problemática do suicídio entre os jovens. Com essa finalidade, é necessário que a instrução inicie nos primeiros momentos de formação de pensamento e raciocínio, pois terá eficácia em formar alicerce para que jovens e crianças cresçam instruídos e pronto para lidar com a temática em questão. Para esse fim, o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Saúde, deve, mediante investimentos, promover palestras e campanhas socioeducativas nas escolas ministradas por profissionais da área da psicologia e psiquiatria.