Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 24/08/2020
Conhecida como " o mal do século", a segunda geração do Romantismo brasileiro, ocorrida no século XIX, foi o período em que os heróis românticos encontravam na morte, a fuga para os seus problemas existenciais. Hodiernamente, no Brasil, os elevados índices de suicídios entre os jovens acenderam o sinal de alerta sobre a necessidade de atenuar a problemática. Nesse contexto, faz-se relevante analisar as suas causas na busca por prevenções eficientes. Mormente, é incontrovertível que a depressão configura-se como uma das causas do problema. Sabe-se que a depressão é uma patologia que atinge os mediadores bioquímicos envolvidos na condução dos estímulos através dos neurônios, atuando para que o indivíduo se sinta desestimulado, triste e com baixa autoestima. Sob tal ótica, entende-se que o combate à depressão representa uma etapa essencial na luta contra o suicídio e, já que essa doença é ocasionada, muitas vezes, pelo bullying nas escolas, bem como pelos preconceitos cotidianos, como a homofobia e a gordofobia, torna-se importante que esses obstáculos sejam mitigados. Dessa forma, é notório a imprescindibilidade da união do Poder Público e da sociedade civil, na tentativa de amenizar essa situação frequente na vida dos jovens brasileiros. Outrossim, é indubitável que a atenção dada à problemática pela sociedade não é a mais adequada possível. Para Émile Durkheim, o suicídio é um fenômeno puramente social. Ao analisar a linha de raciocínio do sociólogo e relacionar com os estudos realizados pelo Ministério da Saúde, que afirmam que o suicídio é a quarta maior causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos, percebe-se que o isolamento de adolescentes que, possivelmente, relaciona-se com doenças como depressão e ansiedade, não é devidamente tratado pelas escolas e, sobretudo, pelas famílias dessas pessoas, podendo acarretar, aos poucos, na visão da morte como uma forte alternativa para acabar com o sofrimento e o “vazio existencial”. Assim, também cabe à sociedade a responsabilidade de intervir nessa questão que, embora caótica, é mutável. Destarte, depreende-se a indispensabilidade de prevenções efetivas contra essa adversidade. O Estado deve, então, na figura do Poder Legislativo e Executivo, criar uma lei que assegure a todos os jovens com depressão e ansiedade, o acesso a profissionais especializados, como psicólogos, psiquiatras e terapeutas, por meio de cartão-benefício, em que todos os gastos são responsabilidades governamentais até que esse atendimento não seja mais necessário, mediante diagnóstico desses profissionais, visando o tratamento dessa doença grave, e a diminuição dos números dessas mortes. Ademais, o Ministério de Educação deve, juntamente com o Ministério da Saúde, realizar campanhas preventivas nas escolas públicas e divulgá-las nos canais abertos de televisão, buscand nociva será atenuada gradativamente.