Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 07/10/2020
De acordo com dados levantados em 2016 pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a cada 40 segundos, uma pessoa comete suicídio em algum lugar do planeta, também apontam que esse problema é a segunda principal causa de morte entre jovens com idades entre 15 e 29 anos. Esses números demonstram que é necessário buscar caminhos para previnir o suicídio entre os jovens, em especial, no Brasil. Nesse sentido, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação, nos quais possuem como causas não só a falta de diálogo, mas também a negligência da sociedade.
A princípio, a insuficiente comunicação sobre o assunto caracteriza-se como um empecilho para a prevenção. Ainda que o Brasil tenha implantado em 2015 a campanha “Setembro Amarelo” que visa informar sobre o suicídio e discutir sobre como identificar alertas psíquicos, não resolve o problema. Pois é um tema considerado como tabu por muitos brasileiros, além desses acharem que é algo distante e que afeta somente pessoas com fraqueza social e que não se adequam em sociedade. Nesse sentido, percebe-se uma lacuna no que se refere ao debate em torno da questão para encontrar soluções efetivas.
Vale ressaltar, também, que a atual sociedade imediatista apresenta-se como outro fator de influência. Segundo o sociólogo Émile Durkheim, o suicídio nas sociedades contemporâneas ocorre devido a uma força coercitiva capas de agir sobre o indivíduo, sendo um problema de patologia social. Sob essa lógica, é possível perceber fortemente que o coletivo está inserido em um contexto social intolerante e opressor, ademais, o distanciamento familiar e a falta de diálogo contribuem para o aumento de transtornos psíquicos, sendo assim um problema de saúde pública. Assim, se não encontrar soluções efetivas para essa problemática, muitos adolescentes continuaram cometer suicídio. Portanto, é relevante desenvolver ações, tanto políticas quanto sociais, que possam reverter essa realidade. Desse modo, cabe às escolas, juntamente com os familiares, desenvolver palestras sobre a responsabilidade e a importância que a família e a sociedade têm na formação dos indivíduos, por meio de entrevistas com vítimas do problema e especialistas no assunto, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre o tema e caminhos para a prevenção. Por fim, é preciso que a comunidade brasileira olhe com mais empatia, pois, como descreveu o poeta Leminski: “Em mim, eu vejo o outro”.