Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 15/09/2020
Na série”13 Reasons Why”, a personagem adolescente, Hannah Baker, se suicida e deixa sete fitas onde enumera 13 razões que a levaram ela a causar sua própria morte. De certo, a intenção dela era que os culpados, indiretamente, soubessem de sua terrível participação na “vida” dela. Já fora das telas, as tentativas de tirar a própria vida costumam aumentar com a idade, tornando-se comuns durante a adolescência, como retratada na série. Dessa forma, nota-se que o suicídio é um grande problema no Brasil, devido não só ao fato de ser algo irreversível, mas também ao ato da prevenção ao suicídio ser pouco comentada.
Primeiramente, o suicídio é o supremo ato de violência contra si, uma auto-agressividade finalística e fatal. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), contabilizam 103.923 pessoas mortas por suicídio a cada ano, sendo a segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos. Sendo assim, se mostra muito presente uma necessidade do século XXI, de tratar sobre os caminhos para prevenir o autocídio, principalmente entre os adolescentes.
Além disso, os agentes de conscientização passam pelo entraves no processo de prevenção a autoviolação entre os jovens. Visto que, ainda, os agentes possuem receio do “Efeito Werther”, pavor de que ao falar sobre o assunto, possa encorajar as reações de autoviolência por comportamentos miméticos. Nesse segmento, eles preferem se omitir a transmitir uma conscientização, já que esse assunto é muito delicado pois pode custar a vida. Desse modo, o suicídio é abordado com displicência na comunidade, fato o qual corrobora para a banalização e para o descaso da situação, dificultando inúmeros suicidas a buscarem assistência profissional, haja vista que 90% dos casos de suicídio podem ser evitados quando há oferta de auxílio, segundo a OMS.
Portanto, torna-se evidente a urgência de medidas para alterar o cenário rude, hoje presenciado pelos jovens brasileiros. Tendo isso em vista, os ministérios da educação e da cultura podem, em parceria com a televisão, divulgar campanhas e esclarecimento sobre os perigos e consequências para as famílias após alguém tirar a própria vida, posto que apenas mexendo com o emocional das pessoas para que busquem ajuda, uma vez que com ajuda psicológica podemos reverter esse quadro. A princípio, estas campanhas iriam passar antes de filmes e novelas em horário nobre da televisão brasileira, visando causar uma melhor reflexão acerca da problemática para os cidadãos. Assim, espera-se que ninguém repita os passos da Hannah e com uma boa conscientização todos irão comentar sobre e consequentemente se ajudar .