Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 16/09/2020
Por ser a fase da transição entre a infância e a idade adulta, a adolescência é marcada por uma série de mudanças e conflitos - internos e externos - que podem afetar, negativamente, a saúde psíquica dos jovens e levá-los a cometer suicídio. Entretanto, tais transtornos, muitas vezes, não recebem a devida importância. Dito isso, faz-se necessário a análise de como a negligência social em não tratar o tema como questão de saúde pública gera tal problemática.
Primeiramente, ressalta-se que, apesar de ser o principal fator de risco para o suicídio entre jovens - segundo a Organização Mundial da Saúde - a depressão ainda é tratada como um tabu. Esse estigma em torno de transtornos mentais justifica o porquê de muitas pessoas, que pensam em suicidar-se, não procurarem ajuda. Como é mostrado no documentário “Not Alone”, por exemplo, em que alguns entrevistados citam que o medo do julgamento e a falta de compreensão e apoio emocional de familiares e amigos são fatores que os motivam a tirar a própria vida.
Além disso, a violência sexual também é um fator que se relaciona à tentativa de morte na sociedade brasileira. De acordo com a Childhood Foundation (WCF), no Brasil, cerca de 58% de crianças e adolescentes vítimas de exploração sexual já tentaram se matar. Esse percentual reforça como a situação do abuso pode provocar angústia e o sentimento de “falta de sentido para viver”.
Portanto, convém que o Estado invista em recursos e serviços na área da saúde, a fim de disponibilizar profissionais capacitados, como psicólogos, que atendam às necessidades emocionais dos jovens. Ademais, a criação de propaganda virtuais, aprovadas pelas centrais de comunicação, com apoio do Centro de Valorização da Vida (CVV), com o intuito de conscientizar a sociedade sobre a importância da conversa e da atenção voltada à pessoas que sofrem de distúrbios mentais e/ou já apresentaram sinais de alerta para suicídio.