Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 16/09/2020
Nos últimos anos, especificamente em 2017, a grande circulação de um jogo de caráter autodestrutivo repercutiu na internet. Assim, o famoso jogo “Baleia Azul”, na qual propunha ao participante uma série de desafios que tinha como ápice o suicídio do indivíduo, foi um dos principais responsáveis pela morte de jovens, não só no Brasil como no mundo. Entretanto, apesar do reconhecimento obtido pelo jogo, o suicídio entre adolescentes, não é tão debatido na sociedade atual. Assim, pessoas que possuem transtornos mentais tendem a matar-se sem nem conseguirem apoio emocional, recorrendo a uma solução imediata de um problema que poderia ter sido tratado e evitado.
Em primeira análise, é imprescindível apresentar que o suicídio é uma forma de escapar de uma dificuldade momentânea, porém que pode ser resolvida. Sendo assim, de acordo com o psiquiatra e escritor brasileiro Augusto Cury, a pessoa que pensa em matar-se, nunca está com a intenção de acabar com a sua vida, mas sim em acabar com a dor que lhe é proposta. Dessa forma, é possível perceber que a intenção do adolescente quando quer cometer o suicídio, não é somente de tirar a vida, mas de estar tentando escapar de uma angústia, como afirma Cury.
Ademais, a grande incidência de casos de depressão e problemas socioemocionais pendem a aumentar cada vez mais o pensamento de tirar a própria vida. Uma vez que dificuldades escolares, problemas de aceitação e desilusão amorosa são responsáveis por ocasionar um estado de extrema melancolia, que muitas vezes carregam pensamentos suicidas. Destarte, segundo dados publicados no Jornal Brasileiro de Psiquiatria, feitos pela Scielo, em 2019, apontam que as taxas de suicídio nos adolescentes brasileiros tende a aumentar nos próximos anos, nos jovens de 10 a 19 anos.
Portanto, é extremamente evidente que o suicídio está presente na sociedade brasileira, sobre-tudo na vida dos jovens. Logo, o Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria apresentar palestras em escolas com agentes da saúde e disponibilizar com maior facilidade médicos psiquiatras em postos de saúde, a fim de diminuir as ocorrências de autoextermínio e mutilação. Como também, de abaixar os casos de depressão e problemas emocionais nos jovens, com o objetivo de trazer maior qualidade de vida e segurança para as próprias vitimas.