Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 16/09/2020
A música “Amianto”, da banda Supercombo, retrata um diálogo de um homem com uma moça que pretende se suicidar. Tal música retrata um problema sério entre os jovens brasileiros do século XXI, que é a vontade de tirar a própria vida, no Brasil, os elevados índices de suicídios entre os jovens acenderam o sinal de alerta sobre a necessidade de atenuar a problemática. Nesse contexto, faz-se relevante analisar as suas causas na busca por prevenções eficientes.
Primeiramente, sabe-se que a depressão é uma patologia que atinge os mediadores bioquímicos envolvidos na condução dos estímulos através dos neurônios, atuando para que o indivíduo se sinta desestimulado, triste e com baixa autoestima. Sob tal ótica, entende-se que o combate à depressão representa uma etapa essencial na lutra contra o suicídio e, já que essa doença é ocasionada, muitas vezes, pelo bullying nas escolas, bem como pelos preconceitos cotidianos, como a homofobia e a gordofobia, torna-se importante que esses obstáculos sejam mitigados. Dessa forma, é notório a imprescindibilidade da união do Poder Público e da sociedade civil, na tentativa de amenizar essa situação frequente na vida dos jovens brasileiros.
Outrossim, é indubitável que a atenção dada ao tema não é a mais adequada possível. Para Émile Durkheim, o suicídio é um fenômeno puramente social. Ao analisar a linha de raciocínio do sociólogo e relacionar com os estudos realizados pelo Ministério da Saúde, que afirmam que o suicídio é a quarta maior causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos, percebe-se que o isolamento de adolescentes que, possivelmente, relaciona-se com doenças como depressão e ansiedade, não é devidamente tratado pelas escolas e, sobretudo, pelas famílias dessas pessoas, podendo acarretar, aos poucos, na visão da morte como uma forte alternativa para acabar com o sofrimento e o “vazio existencial”. Assim, também cabe à sociedade a responsabilidade de intervir nessa questão que, embora caótica, é mutável.
Logo, é indispensável prevenções efetivas contra essa adversidade. O Estado deve, então, na figura do Poder Legislativo e Executivo, criar uma lei que assegure a todos os jovens com depressão e ansiedade, o acesso a profissionais especializados, como psicólogos, psiquiatras e terapeutas, por meio de cartão-benefício, em que todos os gastos são responsabilidades governamentais até que esse atendimento não seja mais necessário, mediante diagnóstico desses profissionais, visando o tratamento dessa doença grave, e a diminuição dos números dessas mortes. Ademais, o Ministério de Educação deve, juntamente com o Ministério da Saúde, realizar campanhas preventivas nas escolas públicas e divulgá-las nos canais abertos de televisão, buscando alertar a população sobre essa temática. Com tais intervenções, essa realidade nociva será atenuada gradativamente.