Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 15/09/2020
O século XXI (vinte um) chegou, mas ainda se ouve que o suicídio é uma opção para os fracos e não há maneiras de tirar tal ideia da mente, de um possível suicida. Seus sentimentos, até este momento, são tratados como dramáticos e passageiros, aumentando o “tabu” sobre o tema. Devido ao lançamento da série “13 reasons why” foi iniciado a quebra do “tabu” sobre o tópico, que teve, infelizmente, seu incentivo tardiamente.
A restrição sobre o suicídio, falta de acolhimento e desabafo, aumenta o número de mortes. De acordo com a OMS os homens representam em 76% os suicidas, do Brasil. Isso ocorre por meio da cultura machista, a qual prega que homens não devem chorar ou comentar sobre suas dores e sempre serem fortes. Na matéria “A vítima de estupro coletivo que cometeu suicídio após ser humilhada no WhatsApp” feita pela BBC, pode-se analisar que o estupro e discriminação também tornam o suicídio uma opção para a vítima.
O fato de as insinuações de desejo pela morte serem tão ignoradas, dos sentimentos serem descriminalizados, diminui a probabilidade de solicitação por ajuda e aumenta o pensamento de ser insignificante, e a vontade de tornar a ideia realidade. Consultas ao psicólogo ou terapeuta, não deveriam ser consideradas fora de realidade ou tratadas com desdém, afinal todos precisam entender de que forma sua mente funciona.
Sob essa perspectiva, o governo, por meio do Ministério da Educação, deve com todas as séries acima do sexto ano, solicitar as escolas que conversem sobre depressão e ansiedade, apresentando a importância do cuidado com a saúde mental. Seria de grande relevância as escolas também conversarem com os pais dos alunos, já que não obtiveram esse privilégio em sua fase estudantil, e também os alertar dos indícios de suicídio, depressão e ansiedade.