Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 16/09/2020
O romance “Os 13 Porquês” do escritor americano Jay Asher, retrata a história do jovem Clay Jensen que, ao chegar da escola, encontra na porta de sua casa uma caixa que continham treze fitas cassete, onde as mesmas haviam sido gravadas por sua falecida amiga, Hannah Baker, a qual conta nas fitas os motivos para ter se suicidado. Fora da ficção, é evidente a existência de jovens que, assim como a personagem Hannah Baker, infelizmente se suicidam. Os casos de suicídios cometidos por jovens no Brasil vêm crescendo consideravelmente nos últimos anos, mostrando um descaso por parte da família e dos amigos da vítima que, muitas vezes não vêem ou não querem admitir que aquela pessoa está precisando de ajuda.
Em primeiro lugar, é necessário entender como uma pessoa chega ao nível de querer tirar a própria vida, pois segundo o jornal “Hoje em Dia”, cerca de 90% das pessoas que se suicidam possuíam algum tipo de transtorno mental, como depressão, bipolaridade e/ou esquizofrenia. Algumas questões como conflitos com relação a sexualidade (a não aceitação da mesma pelos pais), o baixo rendimento escolar, influência de redes sociais etc, podem levar uma pessoa a um possível suicídio. Além disso, muitos possuem medo ou até mesmo vergonha de serem incompreendidos, de buscarem ajuda, ou até mesmo de serem chamados de loucos por simplesmente pedirem apoio.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o estigma acerca do suicídio e de transtornos psicológicos faz com que, a maioria das pessoas que estão pensando em se matar ou que já tentaram anteriormente, não procurem ajuda de ninguém. Pode-se considerar o suicídio como um grave problema de saúde pública, pois o mesmo não tem sido tratado de maneira correta pelo governo e nem pela sociedade, pois muitos ainda consideram esse assunto como tabu e, por esse motivo, não é discutido abertamente. Até então, somente alguns países colocaram a prevenção ao suicídio como uma de suas prioridades de saúde.
Portanto, urge que o Ministério de Saúde, em conjunto com o Sistema Único de Saúde (SUS) criem, por meio de redes sociais e comerciais de televisão, campanhas publicitárias anti-suicídio, para conscientizarem a população sobre como prevenir o suicídio, mediante investimento em órgãos públicos de saúde mental, com psicólogos e psiquiatras disponíveis com atendimento gratuito, para pessoas que precisam de ajuda mas não possuem condições de pagarem um particular. Somente assim, jovens que estão pensando em se matar, receberão tratamento adequado para que se possa contornar essa triste situação no Brasil.