Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 16/09/2020

A OMS - Organização Mundial de Saúde - afirma que os indivíduos, para serem considerados saudáveis, devem ter, além de integridade física, uma boa saúde mental. No entanto, os crescentes casos de suicídio entre os jovens evidenciam que muitos brasileiros sofrem com problemas psicológicos que os levam a tomar tal atitude extrema, seja motivados por problemas pessoais ou pela desesperança pelo mundo. Nesse sentido, é razoável que caminhos para a prevenção desse imbróglio na sociedade sejam analisados.

Em primeira análise, é importante destacar a importância da validação dos sentimentos alheios. De acordo com a biologia, os animais têm o instinto de sobrevivência na natureza, logo, ao tirarem a própria vida, essas pessoas podem estar sofrendo com transtornos mentais que os impedem de tentar sobreviver. O médico Drauzio Varella, entretanto, afirma que os sinas dessa categoria de enfermidades são de difícil reconhecimento, o que dificulta o tratamento precoce. À luz disso, ratifica-se a necessidade de dar voz aos que estão ao redor e tratar como verdadeiras doenças que afetam a qualidade de vida, ainda que não atinjam o corpo de forma direta. Dessa forma, é imprescindível que esse cenário de empatia pelo próximo seja criado.

De outra parte, denota-se que as frustrações com a realidade representam um dos obstáculos para o combate dessa problemática. Conforme Émile Durkheim, a sociedade é um organismo vivo em que os integrantes contribuem para o funcionamento do todo, assim, se um vai mal, o todo entra em colapso. Nesse contexto, o ator Flavio Magliaccio cometeu suicídio este ano e comenta, na carta que deixou, o insucesso da humanidade. Sob esse prisma, fica claro que as tribulações vivenciadas no mundo contemporâneo são fatores que aumentam as chances do adoecimento psicológico e mostram a necessidade de oferecer atenção redobrada aos indícios desses males. Desse modo, é essencial que mudanças sejam feitas.

Urge, portanto, que medidas sejam tomadas para que a população do Brasil experimente, de fato, as afirmações feitas pela OMS. Para isso, o Ministério da Saúde deve, aliado às secretárias dos municípios, promover palestras em locais públicos para instruir a comunidade a respeito de como agir após a identificação dos sintomas, a fim de que esses indivíduos sejam tratados com antecedência e não cometam atitudes severas. Ademais, uma vez diagnosticado, é importante que essas pessoas sejam protegidas de notícias sobre as mazelas e desastres que acontecem no mundo, de forma a amenizar as preocupações com o sofrimento humano. Com essas ações, espera-se a atenuação dos impasses citados.