Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 16/09/2020
Conhecida como " o mal do século", a segunda geração do Romantismo brasileiro, ocorrida no século XIX, foi o período em que os heróis românticos encontravam na morte, a fuga para os seus problemas existenciais. Hodiernamente, no Brasil, os elevados índices de suicídios entre os jovens acenderam o sinal de alerta sobre a necessidade de atenuar a problemática. Nesse contexto, faz-se relevante analisar as suas causas na busca por prevenções eficientes.
É importante pontuar, de início, as relações humanas como impulsionadora do impasse. Conforme Zygmunt Bauman e seu conceito de “modernidade líquida”, vive-se em uma época marcada pela rapidez e fragilidade das relações sociais, em que o individualismo predomina sobre o coletivo e o homem se torna egoísta e pouco preocupado com o sentimento alheio. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que a falta de discussão do problema, principalmente no âmbito familiar, se encaixa na teoria do sociólogo, uma vez que pela falta de interação e comunicação diária entre os membros da família, muitos pais e muitos familiares não conhecem verdadeiramente os sentimentos e os pensamentos de seus filhos, o que dificulta o reconhecimento e a prevenção de pensamentos e comportamentos suicidas entre os jovens e os adolescentes. Em decorrência disso, sentimentos humanos, como tristeza, medo e angústia se transformam em problemas maiores, tais como baixa autoestima, depressão e síndrome do pânico e levam o indivíduo achar que se suicidar é a única maneira de acabar com a moléstia sentida. Nesse contexto, vale ressaltar, ainda, que, segundo as comprovações estatísticas da Organização Mundial da Saúde, cerca de 80% dos casos de morte provocada podem ser evitados caso se ofereça ajuda à vítima, necessitando, urgentemente, da exposição dos casos e da quebra da ideia do suicídio como um tabu social.
Contudo isso cabe da mídia como difusora de informações e formadora de opinião, fazer campanhas que mantenham a população informada sobre o tema. A escola, como formadora de cidadãos cultos e com capacidade crítica, a mudar a situação educacional brasileira. A sociedade, que por meio de repressões deve tentar mudar o meio social, e ao governo, que deve criar métodos de fiscalização mais severos, e punir devidamente os indivíduos que não cumprirem com os anseios da constituição.