Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 16/09/2020
Na Idade Média, a Igreja Católica condenava o suicídio e, para desestimular o ato, os corpos suicidados eram abandonados ao ar livre para serem devorados pelas aves. Entretanto, passados os séculos, e apesar do avanço na desmistificação desse impasse, o suicídio ainda é uma problemática progressiva, sobretudo no âmbito adolescente brasileiro. Dessa forma, convém analisar os fatores primordiais da irresolução desse obstáculo, como o bullying ou transtornos mentais.
Em primeiro plano, as agressões verbais contra características físicas estão, diretamente, atreladas às tentativas de tirar a própria vida. Segundo o site Folha Vitória; adolescentes, de 12 a 15 anos, que passaram por experiências de bullying têm risco de suicídio triplicado, já que os pensamentos suicidas se tornam muito frequentes. Nesse caso, a falta de ações, por parte das escolas, que combatam o bullying pode gerar a falsa sensação, ao jovem, de que o suicídio é a melhor solução.
Ademais, os transtornos mentais, especificamente a depressão, são muito difíceis de se perceber, já que progridem silenciosamente. Segundo a psicóloga Lia Clerot; pessoas depressivas assumem uma fachada (Sorrisos forçados, fotos felizes, etc) para esconder reais sintomas. Prova disso é o jovem ator Cory Monteith que, antes de tirar sua vida, aparecia sorridente em fotos e socializava, simpaticamente, com pessoas do convívio.
À luz dos fatos registrados, faz-se necessário a tomada de medidas que atenuem o suicídio na adolescência. Logo, o Ministério da Saúde deve contratar psicólogos capacitados e, juntamente com o Ministério da Educação, viabilizar palestras, nas escolas, que explicitem, de forma didática, os riscos e as prevenções do bullying. Some-se ainda, a criação de campanhas publicitárias, por parte do Ministério das Comunicações, que alertem sobre os sintomas silenciosos, veiculadas pelas redes sociais de grande utilização dos adolescentes, como Twitter e Instagram. Somente assim, será possível evitar medidas extremas, como as que a Igreja, um dia, tomou.