Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 16/09/2020

Mundialmente, o suicídio está entre as cinco maiores causas de morte entre jovens com idade entre 15 e 19 anos, ficando em primeiro lugar em alguns países, sendo um deles o Brasil. As pessoas sob risco de suicídio costumam falar sobre morte e suicídio mais do que o comum, confessam se sentir sem esperanças, culpadas, e com falta de autoestima. Essas ideias podem estar expressas de forma escrita, verbal ou por meio de desenhos. O assunto deve ser tratado com seriedade, para que a prevenção do suicídio de crianças e adolescentes se torne mais eficaz.

Incentivar a criança ou adolescente a acreditar em si mesmo, estar aberto a ouvi-lo é primordial. É papel do adulto responsável saber analisar a situação, incentivar e encorajar o jovem a trocar ideias, a falar sobre seus conflitos, lidando com o sofrimento daquela pessoa e com suas questões com seriedade, sensibilidade e respeito. Ademais, o apoio médico é essencial. O encaminhamento da criança ou adolescente com tendências suicidas a profissionais qualificados como pediatras, psicólogos e psiquiatras pode salvar uma vida.

Além disso, a mídia deve divulgar serviços em relação à saúde mental, locais onde obter ajuda, telefones, listas com os sinais de alerta e sempre demonstrar empatia aos sobreviventes, como o contato “188”. Campanhas a favor da prevenção ao suicídio devem ser mencionadas com mais frequência. O “Setembro Amarelo” por exemplo, é uma campanha brasileira de prevenção ao suicídio, iniciada em 2015. Durante o mês da campanha, costuma-se iluminar locais públicos com a cor amarela. A ideia é promover eventos que abram espaço para debates sobre suicídio e divulgar o tema alertando a população sobre a importância de sua discussão.

Pela observação dos aspectos analisados, ter autoconfiança, acreditar em seu potencial e na sua própria capacidade, é uma forma de incentivar o jovem a se encontrar e desistir da decisão de tirar sua vida. Sendo assim, os responsáveis devem prestar atenção aos mínimos detalhes apresentados pelas vítimas, e estarem sempre dispostos a terem um diálogo aberto. Jamais devem tratar do assunto com desdém ou desinteresse, pois é a vida de uma pessoa em jogo, e tudo que as vítimas necessitam é de apoio e compreensão.