Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 18/09/2020
O conhecido jogo Tetris tem por principal objetivo encaixar corretamente um conjunto de peças a fim de que fazer-se a maior pontuação possível. Dado o exposto, é evidente a relação que tal entretenimento tem-se com o jovem hodierno e sua necessidade de se sentir parte de um grupo social. Entretanto, essa busca constante por vínculos sociais, possui seus malefícios concretizados nos crescentes casos de doenças psicoemocionais ou até mesmo suicídio, quando esse fito não é alcançado. Logo, faz-se de suma importância a análise da problemática em questão, uma vez que acomete significativa parcela da sociedade brasileira.
Constata-se, a princípio, a responsabilidade da família no amparo ao sujeito ou possível agravamento de sua condição. Segundo a sociologia, a instituição familiar é o local de socialização primária do indivíduo, no qual há transmissão de valores e preceitos. Dessa forma, as relações concretizadas nesse meio são de extrema influência para o desenvolvimento pessoal, e a incompreensão e julgamento da família podem ser vistos como propulsores de danos psíquicos,como a depressão. Segundo reportagem divulgada pelo site de notícias Estadão, 90% das pessoas que praticam o suicídio, possuem previamente algum tipo de transtorno mental ou emocional.
Em segundo plano, é evidente a fuga, por meio do suicídio, das pressões da sociedade capitalista atual. Considera-se a segunda geração do Romantismo relacionado a esse contexto, já que tal período foi marcado pelo pessimismo e a vida boêmia, gerada pelo amor não-correspondido, tendo a morte como solução para o escárnio social. Indica-se, portanto, em ambas ocorrências, a ausência de empatia e afeto, frutos da organicidade e liquidez social.
Urge,pois, a necessidade da realização de intervenções que tenham por objetivo, a divergência dessa realidade contemporânea. Faz-se mister a ação do Ministério da Saúde no apoio, por meio de recursos financeiros e propagandísticos, por exemplo, campanhas comunitárias, de ONGs engajadas na resolução das causas, para que haja o conhecimento e acessibilidade dessas instituições pelos indivíduos necessitados. Análogo a isso, pode-se pensar na ministração de palestras de cunho socioeducacional, promovidas pelo Ministério da Educação brasileiro (órgão responsável primordialmente pelo conhecimento), em ambientes televisivos, como redes abertas em todo país, para que o aprendizado sobre o autocuidado, bem como causas e tratamento de doenças psicoemocionais seja ofertado de modo pleno.