Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 18/09/2020
O atual presidente da república, Jair Bolsonaro, sancionou a lei que cria a Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio, visto o crescente número de tal distúrbio, principalmente entre crianças e jovens. O código tem dentre os objetivos, fornecer um serviço de atendimento ao público, notificar os casos e conhecer as dimensões das lesões. Nesse sentido, é fundamental conhecer as causas, atreladas ao histórico da vítima e as influências do meio qual está inserida, para que novos caminhos de prevenção sejam estabelecidos na sociedade brasileira.
Convém salientar, primeiramente, que as automutilações e, nos casos mais graves, o suicídios, trazem à tona feridas emocionais, ligadas à depressão, bullying, abusos, além do próprio transtorno de personalidade. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o suicídio é a segunda principal causa de morte no país, entre jovens de 15 a 29 anos. Tal realidade evidencia que eventos adversos ocorridos, sobretudo na juventude, tornam-se tóxicos e comprometem o desenvolvimento psíquico do indivíduo. Além disso, o tema é considerado tabu na sociedade, dificultando a discussão entre famílias e educadores, impedindo a expressão da dor pela vítima e a percepção dos mais próximos de um profundo sentimento por trás de uma rotina aparentemente normal.
Outrossim, ressalta-se a influência do contexto social sobre os comportamentos da vítima, em especial quando analisa-se o meio digital, onde a disseminação de informações e o anonimato fazem com que o envio de mensagens seja inconsequente. A adolescência é a fase latente pela busca de grupos sociais e os comportamentos são formas de identificação. Um jovem que está inserido em uma circunstância difícil, com alta carga emocional, ao receber notificações de suicídio e autolesão, de pessoas que vivem a mesma realidade, tende a reproduzir as ações, visto uma identificação mútua. Tal perspectiva confirma a tese do filósofo Rousseau de que “o homem é fruto do meio’, e por isso, deve-se atentar a essa questão para que caminhos de combate sejam estabelecidos.
Torna-se evidente, portanto, que é necessário combater os crescentes casos de suicídio no Brasil. O Governo Federal deve investir em campanhas como a “Acolha a Vida”, elaborada pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, que visa prevenir esses casos. A partir de então, as autoridades públicas podem dialogar com especialistas, como psiquiatras e psicólogos, a fim de direcionar suas políticas e destinar as devidas verbas, além de divulgar de maneira eficaz a lei sancionada e os benefícios da autoajuda. Desse modo, haverá um progresso social e uma devida prevenção ao suicídio.