Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 22/09/2020

A obra romântica de William Shakespeare “Romeu e Julieta” retrata uma paixão que era inaceitável para suas famílias, o que resulta no suicídio de ambos os protagonistas. Contextualizando com a realidade, tal ação não deve ser romantizada, necessita ser encarada como problema de saúde pública perante aos números em crescimento de suicídio entre os jovens brasileiros. Decorrente de dois fatores importantes -a ignorância por parte da população sobre os problemas que envolvem à saúde mental e o bullying na escola- é fundamental entender as causas do problema a fim de prevenir a situação.

De acordo com a BBC Brasil, em doze anos o número de suicídio entre os jovens aumentou em quase 10%. Apesar dos dados apresentados serem alarmantes, a população brasileira mostra falta de conhecimento em relação à saúde mental de modo geral. Com isso, há um certo receio em discutir sobre os problemas de ordem psicológicos dentro e fora dos lares por geralmente associarem pessoas com tais problemas como “loucas”. Para os meninos fica ainda mais difícil o diálogo, visto que são educados para inibirem qualquer sentimento que os torne “fracos” perante a sociedade. Tendo em vista os estigmas sociais, os afetados não procuram ajuda por conta dos preconceitos que orbitam as doenças psíquicas.

Além disso, vale citar que a escola é local mais favorável para a execução do bullying, podendo ser mais um fator determinante à prática do suicídio entre os jovens.     Nesse sentido, adolescentes e crianças vítimas do bullying possuem os sentimentos de desamparo e falta de poder para se defender diante da violência, aumentando a sensação de medo e desejo pela morte, contribuinte para um desfecho fatal. Em vários casos, tem admitido a responsabilidade objetiva da escola, estas se omitiram em fazer cessar o bullying em suas dependências, visto que muitas instituições de ensino tendem a fingir que o problema é inexistente.

Tendo os fatos mencionando, as instituições de saúde, à família e as escolas devem reconhecer a extensão e os impactos gerados pela falta do diálogo e a prática do bullying entre os jovens brasileiros. Vale ressaltar que como o suicídio se trata de um problema de saúde pública, cabe ao Ministério da Educação juntamente com o Ministério da Saúde criar medidas para prevenir à prática do suicídio entre os jovens através de: admissão de psicólogos nas escolas e parcerias com a mídia a fim de criarem propagandas antibullying, além do diálogo que os pais devem ter em casa com seus filhos sobre saúde mental. Tudo isso com o objetivo principal de fazer o jovem enxergar caminhos diferentes a de Romeu e Julieta.