Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 24/09/2020
A série “Os 13 porquês” retrata a vida de uma adolescente que durante o período escolar sofre constantemente com insultos e comentários das pessoas, durante o enredo, ela se suicida e deixa 13 fitas com os motivos dela tirar a própria vida. Fora da ficção, casos como esse do aumento do suicídio entre os jovens são vigentes no Brasil e precisam ser prevenidos. Isso ocorre devido à falta de debates no âmbito familiar e escolar junto com a insuficiência Estatal. Destarte, essa problemática revela inúmeras facetas que exigem estratégias para que o tema não seja silenciado.
Primeiramente, os núcleos educacionais da sociedade civil não debatem de maneira satisfatória o tema. Nesse ínterim, Habermas defende que a linguagem é a verdadeira forma de ação com o indivíduo. No entanto, é perceptível que muitos pais não dialogam com os seus filhos no dia a dia, a fim de saberem como eles se sentem, se existe algum problema na escola ou socialmente. Com isso, muitos jovens se sentem excluídos e incompreendidos, isso colabora para que cada vez mais os adolescentes não expressem suas opiniões e sentimentos e fiquem apenas trancados em seus quartos. Como consequência, o aumento no número de suicídios por falta de compreensão dos pais e da escola sobre a vida da vítima o que faz com que o problema perpetue cada vez mais na sociedade brasileira.
Ademais, o Governo não toma medidas que controlem a situação presente. Tendo em vista essa lógica, Hegel fala que o Estado tem por obrigação proteger seus filhos de forma igualitária. Nessa conjectura, é notável que nem todos dispõem dessa proteção, visto que os investimentos em políticas públicas que visam a prevenção do suicídio são baixos. Por conta que a governança brasileira não tem se mostrado interessada em solucionar o problema, pois pode gerar grandes gastos com atendimentos psicológicos e medicamentos, sem trazer retornos financeiros, o que traz à tona o ponto chave e negativo de um país capitalista. Por conseguinte, apenas pessoas com rendas mensais altas possuem condições de tratar transtornos psicológicos, o que colabora para a nitidez de desigualdades sociais.
Portanto, é substancial medidas estratégicas para a mudança do atual cenário. De forma que, as instituições que são responsáveis por formar o caráter de outros indivíduos, como famílias e escolas, devem se mostrar mais presentes na vida do jovem, por meio de conversas e debates, com objetivo de garantir que a vítima se sinta acolhida para conversar. Outrossim, o Poder Público, órgão encarregado de garantir a igualdade para todos, deve fazer uma redefinição de prioridades orçamentárias, mediante a envios de verbas para a melhoria de suportes de atendimento na prevenção do suicídio, a fim de garantir que todos tenham a oportunidade de tratar doenças como depressão e ansiedade, e assim, assegurar que os adolescentes não tirem a própria vida.