Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 01/10/2020
Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), desde 1996 cerca de 9 mil pessoas se suicidam por ano no Brasil, em sua maioria jovens de até 29 anos, por fatores adversos racionados a transtornos psicológicos como depressão e ansiedade. A denominada geração “Z” já nasceu fazendo parte de um mundo globalizado e em crescente desenvolvimento tecnológico, participando da vida em rede social antes da fase adulta. Em uma sociedade capitalista e urbanizada, falta de tempo e atenção por parte da família cria lacunas que tentam ser preenchidas por interações virtuais, no qual se tem contato com o novo ideal de felicidade e beleza criado de forma irresponsável e inalcançável.
Neste sentido, para o sociólogo Émile Durkheim o suicídio é um fator social é um fenômeno coletivo, ou seja de consciência e responsabilidade do todo, pois afeta direta e indiretamente a sociedade, como desencadear novos casos ou acionar traumas adormecidos, ou por consequência de uma má organização dela. O meio capitalista retirou dos responsáveis o tempo a ser dedicado aos seus filhos, que precisam ser ouvidos, a sobrecarga dos afazeres cega os adultos, devido a necessidade de suprir cobranças por medo de perder emprego, sendo assim, provocando fator de extremo perigo a todos, indo de contra todas as orientações da psicologia sobre uma vida saudável psicologicamente.
Ademais, o uso excessivo das redes sociais cria no individuo uma falsa noção de felicidade e realidade. Causando frustração e sensação de incompatibilidade com o meio que se vive, na musica do cantor Emicida denominada “Amarelo” o depoimento inicial fala sobre o dilema enfrentado por um jovem que diz não se encaixar, não se sentir realizado, sendo a prova de que há na cabeça dos jovens uma maneira certa de viver, que senão alcançada não tem motivos para prosseguir. Sob este viés, o documentário “O dilema nas redes” confirma o descrito a cima, relata a objetificação que as redes sociais fazem aos seus usuários, de maneira irresponsável, só com objetivo de lucrar a cada acesso.
Portanto, para que isso possa ser resolvido é necessário, primeiramente, que a família possa ser orientada e permitida auxiliar seus filhos sempre que necessário, o Ministério do trabalho deve criar diretrizes que flexibilizem a assistência, cobrando as empresas como algo a ser garantido, deve também impor que tenha um profissional de psicologia ao menos duas vezes por semana nos locais de trabalho, em dias mais acessíveis logisticamente, como terças e quintas , prestando assistência, orientação e acompanhamento. Assim como, a cobrança na responsabilização das redes sociais, sobre suas ferramentas, o poder judiciário pode impor que se estabeleça campanha dentro dos próprios meios virtuais, no Brasil, de quebra da padronização de beleza e conscientização ao suicídio. Sendo assim, criasse esperança na mudança de cenário, com expectativa do fim dos malês modernos.