Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 10/10/2020
Hannah Baker é uma jovem que tira a própria vida na série Thirteen Reasons Why. Infelizmente, a narrativa não destoa da realidade tupiniquim, na qual, não apenas, mas principalmente, a depressão presente na vida de Hannah é a causa mais comum entre os suicídios. Ademais, a ascensão das redes sociais, na internet, com seus modelos de vidas “perfeitos” tendem a agravar o problema. Sendo assim, deve-se investigar como a depressão age e seus agravantes e caminhos para prevenir-se o suicídio entre os jovens no Brasil.
Em primeiro plano, é válido ressaltar os efeitos que a depressão gera no indivíduo. Diante disso, o quadro depressivo apresenta: variações no apetite e no ritmo de sono, falta de motivação para tarefas simples, tristeza continua e desesperança. À vista disso, tais aspectos são confirmados pelo médico Drauzio Varella, ele ainda explica que a intervenção terapêutica é necessária para promover a regressão da doença e prevenir tendências suicidas.
Em segundo plano, as redes sociais como: Instagram, Facebook e TikTok são impulsionadores da problemática da autoquíria. Posto isso, no livro “Sociedade do espetáculo” do filósofo e sociólogo Guy Debord, é explicitada sua teoria de que todas as pessoas vivem suas vidas como se fossem uma performance, tentando sempre darem o melhor show umas para as outras e aparentar perfeição. Análogo a isso, as constantes exposições a perfis de estilos de vidas impecáveis e corpos exuberantes promovem a frustração da camada mais jovem, visto que são ideais inalcançáveis a esses indivíduos. Dessa maneira, a decepção continua, ocasionada por padrões da sociedade, leva o cidadão a desenvolver psicopatias graves que demandam enfrentamentos.
Portanto, à partir dos fatos supracitados é preciso combater a depressão e prevenir o autocídio. Destarte, o Ministério da Saúde deve ampliar o apoio financeiro ao Centro de Valorização a Vida, instituição que presta serviço voluntário de apoio emocional e prevenção do suicídio, por meio de um projeto de lei a ser entregue a Câmara dos Deputados. Dessa forma, nele deve constar que parte do subsídio deve ser empregado no gasto para o ampliação das unidades de atendimentos, lugares onde é possível conseguir ajuda psicológica gratuita. Além disso, no projeto, hospitais locais deverão auxiliar as unidades, seja facilitando o acompanhamento dos atendidos, com médicos especialistas, seja para acolher casos clínicos em que a estrutura do CVV não suporta. Desse modo, tais ações evitarão que os jovens do Brasil tomem o mesmo destino que Hannah.