Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 22/10/2020

O “Efeito Werther” é um estudo que trata o suicídio como um fator incentivado, baseado na incidência de suicídios semelhantes ao do personagem principal do livro “Os Sofrimentos do Jovem Werther”. Desta maneira, o aumento de casos de suicídio motivados no ambiente escolar se torna ainda mais preocupante com a influência da mídia sobre eles. Contudo, é necessário criar caminhos para combater e prevenir o suicídio entre os jovens.

Sob esse prisma, é notável como a pressão escolar afeta os jovens. Noticiado pelo G1, no ano de 2019, o suicídio de um estudante dentro do campus da Universidade Federal do Rio Grande do Sul fomentou debates sobre o sistema de ensino adotado pelas universidades e como a saúde mental não é considerada prioridade para o rendimento do aluno. A falta de suporte profissional nas instituições de ensino é constantemente criticada e, após casos como este, a problemática se torna ainda mais preocupante. O agravamento no número de suicídios é reflexo direto da falta de políticas públicas e do tabu existente sobre o assunto.

Por conseguinte, a mídia insiste em romantizar os casos de suicídios reportados. Émile Durkheim acreditava que o suicídio não poderia ser incentivado ou evitado, pois toda decisão humana seria soberana à influência social. Entretanto, o sociólogo francês não viveu na era digital, momento que a mídia usa eufemismos e evita palavras que denotem a seriedade do assunto e, consequentemente, coopera na ideia de suicídio como solução e não como problema. Ademais, a mídia e o ensino estão presentes na vida do jovem de maneira contínua, logo, precisam sofrer alterações a fim de ajudar os adolescentes em sua saúde mental.

Tendo em vista o que foi discutido, é necessário que o Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Educação, disponibilize tratamento e acompanhamento psicológico na rede pública de ensino, por meio de investimento financeiro e projetos de lei. Pois, de acordo com a Constituição, todos devem ter direito à saúde. Assim como a mídia deve se autorregular e garantir que toda matéria sobre o assunto seja revisada por um profissional da área da saúde mental. E, enfim, o Brasil será um país livres de tabus e problemas oriundos de saúde mental.