Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 27/10/2020
A série norte-americana “13 Reasons Why " produzida pela plataforma Netflix, retrata-se o drama vivido por vários adolescentes os quais mostram-se ter uma conturbada vida social, dentre eles Hannah Baker protagoniza uma jovem que comete suicídio em decorrência da depressão. Na contemporaneidade, diversos adolescentes e jovens, de todas as classes e nacionalidades como a juventude retratada pela série, vivem essa realidade no âmbito social. Nesse sentido, ainda é preciso superar diversas entraves, entre elas, por exemplo, o bullying muito comum entre a nova geração que representa impasses para o fim dos desafios de solidificar a cultura da prevenção ao suicídio no Brasil.
A princípio, é mister analisar como a falta de conhecimento e informação, ajudam a perpetuar as barreiras para se alcançar uma saúde mental sólida. Decerto, vale lembrar que no Brasil, segundo dados do IBGE, os índices de depressão e suicídios advindos de jovens e adolescentes teve um aumento percentual de 24%. Na atualidade, como herança dessa falta de autossuficiência nos setores de cuidado à saúde, setores sociais e governamentais, persistem muitos obstáculos, tal como a necessidade de apurar a busca pelo sucesso e perfeição excessiva desencadeado pelas redes sociais, que, segundo o IBGE, demonstra que, o mesmo pode ser determinante para desencadear sentimentos de frustação, inferiorizarão e infelicidade dos mesmos, seja pelo pensamento recorrente de fracasso oriunda da equiparação à figuras de sucesso, seja pela cultura do cancelamento advinda das redes sociais para julgar os indivíduos que trajarem " atitudes imperfeitas”. Logo, é imperioso contornar esse obstáculo, o qual desencadeia depressão, suicídio e ansiedade, com intuito de evitar que diversas pessoas tenham suas vidas devastadas.
Torna-se evidente, portanto, a substancialidade de ir de encontro aos impasses que afetam negativamente, a segurança e bem-estar social dos inclusos nesse quadro. Cabe às instituições de ensino, junto a família, abordar e trabalhar a importância do combate ao bullying e a cultura do cancelamento presente diariamente nos âmbitos escolares e cibernéticos, discutindo suas consequências e o que pode-se gerar, com propósito de informar e alertar os jovens. Ademais, é preciso que o Ministério da Justiça, por intermédio de subsídios arrecadados dos impostos, mova capital para, criar leis mais punitivas para os praticantes desse abuso psicológico em pró da segurança dos afetados. Outrossim, o Ministério da saúde deve investir em psicólogos para orientar, trabalhar e ajudar os incluídos dentro dessa esfera. Além disso, as ONGs, junto à mídia, podem criar projetos os quais darão dicas e ideias de autocuidado e prevenção ao suicídio, através de campanhas publicitárias e trabalhos de conscientização. Dessa forma reduzindo o embate deletério do problema no Brasil.