Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 28/10/2020

No ultrarromantismo, a busca pela morte – conhecida como: “Mal do Século” – era um contexto muito enfatizado e idolatrado como caminho para alcançar um objetivo ou fugir da sociedade que tanto causava sofrimento aos poetas. De maneira análoga, pode-se dizer que os jovens brasileiros se tornaram esses poetas românticos, pois utilizam da mesma estratégia para escapar da dor. Portanto, é válido discutir sobre como o sofrimento e desespero quanto à vida, tornam os caminhos para a prevenção do suicídio entre a população juvenil brasileira distantes.

Nesse contexto, vale ressaltar que a sociedade possuí um grave papel na causa do sofrimento dessas pessoas. A exemplo disso, o livro “A história da Melancolia”, retrata que na antiguidade, casos de depressão estavam associados a possessões demoníacas, onde os demônios entravam na mente dos homens e os tornavam “loucos”. Logo, a população criava repulsa e medo dessas pessoas, o que gerava um estado de saúde ainda pior. De mesmo modo, o preconceito ainda existente – geralmente praticado por pessoas mais velhas, que afirmam para os jovens que depressão é “frescura” – faz com que o passado se repita, e que os doentes fiquem cada vez mais doentes e perdidos.

Ademais, ressalta-se que medidas de prevenção ao suicídio e depressão estão sendo tomadas, como foi com a criação do Centro de Valorização da Vida – CVV –, que fornece apoio emocional para milhares de pessoas diariamente. Entretanto, os números de suicídios entre os jovens no Brasil ainda são altos, sendo esses, 705% maiores do que eram 16 anos atrás, segundo dados do sistema de mortalidade do Datasus. Deste modo, embora esteja no caminho certo, ainda falta muito para que esse problema seja erradicado da nação brasileira.

Destarte, é evidente que problemas são encontrados ao buscar caminhos para prevenir o suicídio entre a população jovem do Brasil, com destaque para a reclusão sofrida no contexto social que eles estão inseridos. Para tanto, é fulcral que o Ministério da Saúde invista em programas sociais, por meio de campanhas coletivas, para incentivar a população a ajudar essa parcela que sofre com depressão, a fim de proporcionar a essas pessoas uma vida digna e feliz. Ademais, compete às pessoas o fim da discriminação até então praticada, por meio da aceitação da condição alheia, para que a sociedade possa, de fato, incluir a todos igualmente. Logo, com a realização de tais medidas, será possível que o “Mal do Século” deixe de existir.