Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 31/10/2020
Com o início da Revolução Industrial, diversas nações passaram por grandes transições, não apenas econômicas, bem como sociais. Nesse sentido, essas constantes mudanças causaram a ascendência de um problema invisibilizado e difícil de ser combatido: o suicídio. Dessa forma, as motivações para as pessoas tomarem essa atitude extrema podem ser, desde a ausência de compreensão das pessoas, a pressão imposta pela sociedade e problemas com o bem-estar cognitivo.
Antes de tudo, a falta de empatia é uma grande adversidade para evitar esses atos drásticos. Nessa perspectiva, na obra “Modernidade Líquida”, Zygmunt Bauman defende que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. Desse modo, os sujeitos que estão passando por problemas, muitas vezes, não encontram apoio de pessoas em seu entorno, dado que a vida contemporânea é impetuosa e transtornos psíquicos, frequentemente, são encarados como passageiros e irrelevantes, em razão da falta de informação da população que não compreende esses quadros.
Ademais, a pressão social pode ser um grande combustível para a realização dessas atitudes. Dessa maneira, de acordo com o Ministério da Saúde, o suicídio é a quarta causa de morte entre jovens de 15 e 29 anos no Brasil. Assim, a datar do nascimento, a sociedade impõe padrões e comportamentos a serem seguidos por todos e, quem não segue essas determinações, é visto de forma pejorativa. Enfim, esses cenários podem impactar de forma muito negativa a saúde mental dos seres humanos que não se encaixam nesses moldes, visto que essas circunstâncias podem gerar o sentimento de não pertencimento, o qual pode ser impulsionador do autoextermínio.
Infere-se, portanto, que se faz necessário buscar caminhos para prevenir o suicídio no país. Assim sendo, o Ministério da Saúde, juntamente ao apoio das entidades escolares, deve, por meio de verbas públicas, incluir na grade curricular de escolas em toda nação lições de saúde mental. Em síntese, essas aulas abordariam como prevenir esses males, demonstrariam os motivos pelos quais essas doenças podem ser contraídas e como identificar os sintomas de enfermidades psicológicas nos outros, então, graças a esses ensinamentos, os educandos poderiam orientar indivíduos a procurar ajuda profissional. Além disso, haveria assistência psicológica gratuita, não só para os alunos, como também para pessoas próximas a eles que sentirem mal. Em suma, por meio dessas ações, vidas poderiam ser salvas.