Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 04/11/2020
Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. Conquanto, o Brasil ocupa a quarta posição no ranking de países latino americanos com morte por suicídio. Tal conflito, consequentemente, é visto como um caso de saúde pública impossibilitando que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nessa perspectiva, é necessário que subterfúgios sejam encontrados a fim de resolver essa inercial problemática.
Precipuamente, é fulcral pontuar que a educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Todavia, ocupando a nona posição na economia mundial, segundo o Banco Mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema de ensino público eficiente. Entretanto, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é refletido na falta de políticas públicas que intervenha na diminuição dos casos do suicídio no Brasil. Segundo o sociólogo francês Émile Durkheim, patologias sociais como o suicídio são resultados da anomia de instituições sociais que apoiasse os indivíduos. Diante do exposto, observa-se que o Estado brasileiro não tem responsabilidade com sua função social havendo assim aumento significante das taxas de suicídio entre os jovens.
Faz-se mister, ainda, salientar a existência massiva de famílias desorganizadas esta ligada aos casos de autocídio na juventude impulsionando assim esse imbróglio. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações políticas, econômicas e sociais é a característica da “Modernidade Líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, a presença de indivíduos fragilizados emocionalmente em decorrência da instabilidade afetiva e a falta de diálogos sobre o tema em voga. Com efeito, o Mapa de Violência demonstrou o aumento do número de suicídio com quase 10% da população de 15 a 29 anos, colaborando para o surgimento de novos problemas, causando o desequilíbrio coletivo.
Infere-se, portanto, é indispensável a adoção de medidas capazes de mitigar os impactos dos perigos do suicídio entre os jovens. Logo, cabe ao Governo, através do Sistema Único de Saúde (SUS) ofereça acompanhamento de qualidade para os jovens, com o apoio de profissionais capacitados - psiquiatras e psicólogos, que ajudem os desfavorecidos. Além disso, as famílias e as escolas através de ONGs devem debater mais sobre o assunto, desenvolvendo palestras e campanhas com o intuito de trabalhar o olhar comportamentos anormais nos jovens. Nesse sentido, o fito de tal ação é buscar a preservação de possíveis tragédias. Somente assim, esse problema será, gradativamente erradicado, pois, conforme Gabriel o Pensador “na mudança do presente a gente molda o futuro”.