Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 23/11/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos de problemas. Conquanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a prevenção do suicídio entre os jovens apresenta barreiras no Brasil. Logo, esse cenário antagônico é fruto tanto do sucateamento das políticas preventivas quanto da vulnerabilidade psíquica da mocidade. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim de acabar com essas barreiras e alcançar a Utopia de More.

Precipuamente, é imperativo ressaltar  que as dificuldades para a prevenção do suicídio entre os jovens derivam da baixa atuação dos setores governamentais no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Acerca dessa lógica, segundo o pensador Thomas Hobbes, “o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população”, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Sob essa ótica, devido à falta de atuação das autoridades, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, o autocídio é a segunda principal causa que mata pessoas entre 15 e 29 anos. Dessa maneira, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal, como o intuito de atenuar essas dificuldades.

Outrossim, é fulcral pontuar que a depressão é a promotora do problema. Partindo desse pressuposto, segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria, 96,8% dos casos de autoextermínio são ocasionados por transtornos mentais. Ademais, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, 86% dos brasileiros sofrem com distúrbios psíquicos. Desse modo, é evidente que a vulnerabilidade mental, não apenas dos jovens, perpetua esse quadro deletério. Destarte, para conter seu avanço é necessário, primeiro, entender porque o número de pessoas com doenças mentais e tão alto entre a população brasileira e, após isso, desenvolver um conjunto de ações para combater o problema.

Portanto, com o intuito de mitigar as barreiras para a prevenção do suicídio não só dos jovens, mas sim de toda população, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio das prefeituras municipais será revertido na criação de um projeto de prevenção ao autocídio. No qual, para a sua concretização, os profissionais da saúde farão visitas domiciliares à população, por meio de agendamento. Ainda mais, com as verbas recebidas, será adquirido veículos para a locomoção dos encarregados do projeto e medicamentos para as pessoas. Destarte, será possível melhorar a saúde mental dos indivíduos, com isso, o número de suicídios entre os jovens e o restante da população irá diminuir e, assim, a coletividade alcançará a Utopia de More.