Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 15/12/2020
Em Os 13 Porquês, livro best-seller de Jay Asher, é contada a história de Hannah, uma adolescente que comete suicídio; a série mostra, para além da perspectiva da protagonista, como a problemática afeta todos ao redor, pais, amigos, escola e sociedade como um todo. Infelizmente, o mesmo acontece para a literatura, o suicídio não é um ato isolado e pessoal, como diz o senso comum, mas sim uma problemática política e social de extrema importância. Dessa forma, um problemática é agravada com o descaso do Estado em relação à saúde psíquica dos cidadãos e o preconceito sofrido por pacientes que buscam ajuda psicológica no Brasil, propiciando assim uma sociedade ansiosa e com tendências depressivas.
Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o Brasil é um dos países que menos investem em saúde mental no mundo, mas em contrapartida lidera o ranking em casos de transtornos de ansiedade e depressão, circunstâncias que podem levar ao suicídio. Desse modo, fica evidente o desleixo e a falta de recursos com a saúde mental dos brasileiros, tal conjuntura, infelizmente, afeta diretamente toda a sociedade e economia do país, uma vez que transtornos de ansiedade geram trabalhadores menos produtivos e segundo, segundo a Universidade da Califórnia.
Além disso, a problemática é agravada em função do preconceito sofrido por quem procura e recebe ajuda psicológica, pois a depressão é vista como uma “tristeza” ou “coisa da idade”, tanto que buscar ajuda casos, para o senso comum, significa buscar um “atestado de loucura”. Infelizmente, problemas psicológicos não são vistos como uma doença, dado que 1 a cada 10 pessoas sofre algum transtorno psíquico, entretanto se todas procurassem ajuda não haveriam profissionais suficientes para tal demanda, segundo a Vittude, startup brasileira focada em psicologia.
Diante do apresentado, fica clara a necessidade de buscar caminhos e melhorias que forneçam melhor apoio e recursos para solução da problemática no país. Portanto, é necessário parceria entre Governo e Sociedade, a fim de promover assistência psicológica de qualidade, por meio de investimentos na saúde – especificamente nos órgãos que envolvam a problemática – proporcionando mais postos de atendimento e maior contato com a população, por exemplo. Dessarte, os caminhos serão mais acessíveis e a prevenção será suficiente.