Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 29/11/2020
De acordo com Chico Buarque, as pessoas temem as mudanças, entretanto, é preciso ter medo de que as coisas não mudem. Sob essa lógica, vê-se necessidade de transformação quando se observa o suicídio entre jovens no Brasil. Diante disso, cabe analisar tanto os transtornos psicológicos quanto a censura social como fatores desse cenário, a fim de revertê-lo.
Nessa perspectiva, convém pontuar as doenças mentais, tais quais a depressão e a dependência química, como fomentadoras de atitudes fatais entre os jovens. Nesse contexto, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, saúde é o estado de completo bem-estar físico, social e mental. Desse modo, o sofrimento intenso advém de um desequilíbrio entre o corpo e a mente, podendo resultar em impulsos desesperados de tirar a própria vida.
Outrossim, cabe analisar o suicídio como um assunto proibido de ser debatido no meio da sociedade brasileira. À luz dessa ideia, o manicômio de Barbacena foi usado, no século passado, para aprisionar e ocultar indivíduos classificados como escória do corpo social, além de promover diversos tipos de maus tratos para os seus ocupantes. Não há como negar, portanto, que o preconceito sobre a temática leva a falta de esclarecimento acerca de tratamentos adequados que possam reverter e/ou prevenir o quadro.
Urgem, pois, intervenções pontuais para sanar essa problemática. Logo, a mídia, grande difusa de informação e principal veículo formador de opinião, deve elaborar campanhas sobre a autodestruição. Tal ação pode ser realizada por meio das mídias digitais, a partir de ficções engajadas acerca da prevenção do suicídio entre a população juvenil, com a finalidade de diminuir o tabu e elucidar caminhos benéficos para quem se encontra em desespero. Com tais medidas, espera-se que o pensamento de Buarque seja assimilado.