Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 01/12/2020
O crescimento na taxa de suicídio entre os jovens brasileiros tornou-se alarmante nos últimos anos. Em 2019, segunda dados da Organização Mundial da Saúde, a taxa de suicídio brasileira contrariou a tendência mundial de queda, aumentando em 7% entre 2010 e 2016. Concomitantemente, segundo dados do mesmo relatório, no Brasil, o suicídio se encontra em segundo lugar em causas de morte entre jovens de 15 e 24 anos. Por tanto, faz-se necessário concluir que o tema se trata de uma questão de saúde pública, além de que suas principais causas consistem no acompanhamento psicológico precário nas escolas e no desconhecimento da influência que a tecnologia exerce sobre o mais jovem.
Certamente, é necessário afirmar que, no ambiente escolar, o auxílio psicológico àqueles que precisam não vem se apresentando eficaz por completo. Em 2020, uma pesquisa da ONG Porvir constatou que 64% dos entrevistados - sendo esses 93.4% de escolas públicas - desejavam um acompanhamento psicológico em suas escolas. Portanto, por mais que, no final de 2019, tenha sido aprovada a lei 13.935, garantindo esse auxílio, é evidente a ausência do Estado em prol dessa assistência para com crianças e adolescentes.
De outra maneira, é importante destacar como a tecnologia, juntamente com as mídias sociais, impactam no psicológico do jovem. Segundo dados de uma pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas, em 2019, para cerca de 41% dos jovens brasileiros, as redes sociais afloram sentimentos como ansiedade, tristeza ou depressão. Isso deve-se ao fato do jovem tender a se comparar com aqueles que acompanha nas mídias digitais, criando uma falsa impressão de inferioridade perante aos que vivem em seu entorno. Dessa maneira, além de outras angústias oriundas das redes sociais, torna-se evidente o impacto causado por essas nas mentes dos usuários.
Em vista disso, torna-se urgente medidas para amenizar as causas que elevam os índices de suicídio. O Ministério da Educação deve incentivar o acompanhamento psicológico nas escolas, das redes pública e privada, por meio de palestras anuais que apresentem e discutem o tema e suas peculiaridades com os alunos. Dessa maneira, será garantido um auxílio adequado a todos estudantes que necessitem, ou não, de assistência psicológica. Só então o Brasil será um país que propicia atenção necessária aos seus cidadãos.