Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 03/12/2020
No século XXI, o mundo começou a temer um problema que outrora não era debatido, o suicídio entre os jovens. Todavia, a cada ano os incidentes aparecem em um maior número, assim, sendo considerado um dos problemas mais graves dessa geração. Portanto, nota-se que uma sociedade desajustada, além da falta de apoio estatal, são desafios para prevenir o autocídio entre jovens no Brasil. Logo, esse cenário deve ser revertido para o bem-estar da população.
A priori, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) afirmam que no país, por ano, acorrem cerca de 13 mil suicídios. Ademais, 30% são pessoas do sexo masculino tendo entre 19 e 30 anos. Deste modo, revela-se a ineficiência de famílias, escolas e igrejas para o debate e cuidados sobre o tema em questão. Ademais, Tal problema cria um ciclo sem fim que, por fim, aumenta tais índices, como se pode presenciar, por exemplo, no livro “os 13 porquês”, no qual a falta de apoio da família e amigos fazem Hannah, uma adolescente, se matar após sofrer bullying na escola que estudava.
Paralelamente, há falta de esforços por parte do governo, principalmente para investir em formas de assistência, como o dialogo capacitado, além do investimento qualificado em saúde, aumentando a ignorância sobre o assunto. Dito isto, nota-se um problema nas prioridades estatais que, por vez, fragiliza toda a sociedade, ressaltando o que o sociólogo Émile Durkheim fala em seu livro “O suicídio”, no qual ele afirma que sociedade, estado e religião são bases para se evitar tal ato.
Portanto, é mister que o estado tome providências para amenizar o quadro geral. Dessa maneira, para que haja a prevenção de suicídios entre jovens no Brasil, urge que o governo, por meio da integração entre os Ministérios da saúde e família, com uso de verbas governamentais, criem politicas públicas voltadas ao debate sobre a importância dos cuidados mentais por meio de ações sociais, além de aumentarem o volume e qualificação dos profissionais que trabalham em espaços públicos como escolas e universidade, mantendo a saúde de todos, seguindo o que é previsto pela constituição. Por fim, casos como o de Hannah poderão ficar apenas na ficção e não mais na realidade.